Cabaça Birdhouse

Cabaça Birdhouse

Saqueta Individual (aprox. 15 sementes)
€1,99 EUR
Preço de saldo  €1,99 EUR Preço normal 
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Cabaça Birdhouse

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Uma cabaça de grande charme ornamental, cujos frutos secos se transformam em verdadeiras obras artesanais.

Sobre a variedade. A Cabaça Birdhouse produz frutos brancos em formato de concha (dipper shape), de tamanho médio, não comestíveis. Após a cura e secagem, são tradicionalmente usados para fazer casas de pássaros, garrafas e objetos decorativos. A planta trepadeira é também melífera, atraindo polinizadores para o jardim.

Quantidade por saqueta

Itinerário técnico

Como cultivar cabaça birdhouse?

Um guia de cultivo passo a passo, da sementeira à colheita.

pH ideal 6,0 a 7,0Temperatura ideal 20 a 30 °CCompasso 90 cm na linha, 120 cm entre linhas

Sementeira

Semeia em vaso individual três a quatro semanas antes de plantar, a dois ou três centímetros, a 25 °C. A casca da semente é dura e a germinação lenta e irregular: põe a semente de molho em água morna doze a vinte e quatro horas. Precisa de uma estação muito longa, pelo que se semeia sempre o mais cedo possível em ambiente protegido. As flores são brancas, abrem ao fim da tarde e são polinizadas por borboletas nocturnas; se os frutos secarem ainda pequenos, poliniza à mão ao anoitecer com um pincel, quando as flores estão abertas. Esta variedade produz guias longas: o compasso indicado é para plantas conduzidas em suporte ou com as guias contidas; deixada a correr pelo chão, ocupa dois a três metros.

Solo

Quer solo profundo, solto, muito rico em matéria orgânica e bem drenado, com pH entre 6,0 e 7,0. A prática clássica é abrir uma cova larga, encher a de composto maduro e plantar sobre esse ponto, o que dá à planta a reserva de que precisa. Roda de quatro em quatro anos com plantas de outras famílias.

Clima

Exige calor, sol pleno e uma estação muito longa, muitas vezes cinco meses até o fruto secar. É a mais vigorosa das cucurbitáceas e precisa de um caramanchão sólido ou de muito espaço no chão. Nas regiões de Verão curto colhe-se apenas fruto tenro para consumo, porque não há tempo para secar cabaças. No interior de Portugal e Espanha o calor é o factor limitante e não o frio: nas semanas em que a temperatura passa dos 35 °C a planta pára de vingar e convém dar sombra ligeira a meio do dia. Em França o cultivo ao ar livre é seguro do centro para sul, enquanto no norte e na Alemanha compensa cultivar em estufa, túnel ou junto a um muro virado a sul, plantando só depois de passar o risco de geada tardia, que nessas regiões é por meados de Maio.

Fertilização

Incorpora dois a três quilos de composto bem curtido por metro quadrado antes de plantar e junta um punhado de cinza de madeira para reforçar o potássio. Depois do arranque, aplica adubo orgânico líquido a cada duas ou três semanas, passando de uma fórmula equilibrada para uma mais rica em potássio quando a planta entra em produção. Evita o excesso de azoto, que dá muita folha e pouca colheita e atrai afídeos.

Rega

Rega abundante durante o crescimento vegetativo e o enchimento dos frutos. Reduz depois, à medida que o fruto engrossa, e suspende quando começar a secar na planta. A rega no fim atrasa a lenhificação da casca.

Controlo de Infestantes

O período crítico é o primeiro mês, antes de a folhagem cobrir o solo. Sacha à mão nessa fase e, quando as guias começarem a alastrar, deixa de mexer na terra: a partir daí a própria planta abafa as infestantes. Uma cobertura de palha por baixo da folhagem mantém os frutos limpos e secos e reduz muito as perdas por podridão de contacto com o solo.

Controlo de Pragas

As pragas principais são o afídeo, a aranha vermelha, os tripes e a mosca branca, e nas plantas jovens as lesmas e os caracóis, que podem cortar uma planta acabada de nascer numa noite. Protege as plântulas com uma garrafa cortada ou uma barreira de cinza nas primeiras semanas. Contra afídeos e mosca branca aplica sabão potássico ao fim da tarde; contra a aranha vermelha, que aparece no calor seco, molha a folha de manhã e usa óleo de neem.

Doenças

O oídio é praticamente inevitável e reconhece-se pelo pó branco na face superior da folha, sobretudo a partir de meados do Verão. Trava-se com bicarbonato de potássio ou enxofre aplicado aos primeiros sinais, folhas velhas retiradas e boa circulação de ar. O míldio das cucurbitáceas dá manchas amarelas angulosas limitadas pelas nervuras e prospera na humidade do litoral. A antracnose e a podridão do colo aparecem em solo encharcado. Faz rotação de quatro anos e retira todos os restos da cultura no fim da estação, porque é neles que os fungos passam o Inverno.

Colheita

Para consumo, colhe o fruto ainda jovem e tenro, com a pele a marcar com a unha. Para uso como recipiente ou objecto, deixa o fruto na planta até o pedúnculo secar completamente e depois cura-o num local seco e arejado durante três a seis meses, virando o de vez em quando. Durante a cura aparece bolor à superfície, o que é normal e limpa-se no fim. A cor de referência é branco, e é por ela que se avalia o ponto certo.

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