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Cardo Mariano

Cardo Mariano

€1,99 EUR
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Silybum marianum

Planta anual tipo cardo, vigorosa, com folhas verdes marmoreadas de branco e flores roxas. Bem adaptada a condições secas e solos pobres. Atrai polinizadores e é tradicionalmente valorizada pelas suas propriedades medicinais.

  • €1,99

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Cardo Mariano

Logótipo biológico da UE Biológico certificado PT-BIO-03 Agricultura UE/não UE
Ficha de cultivo

Cardo Mariano

Logótipo biológico da UE Biológico certificado PT-BIO-03 Agricultura UE/não UE
Ficha de cultivo – Cardo Mariano
Germinação7–21 dias
Profundidade de sementeira2–3 cm
Compasso 100 × 80–100 cmna linha × entre linhas
Temperatura ideal15–25 °C
pH do solo6,0–7,5
GeadaResistente

Calendário de sementeira

JanJ FevF MarM AbrA MaiM JunJ JulJ AgoA SetS OutO NovN DezD
Sementeira em tabuleiro
Transplantação
Floração
JanJ FevF MarM AbrA MaiM JunJ JulJ AgoA SetS OutO NovN DezD
Sementeira em tabuleiro
Transplantação
Floração

Janelas indicativas; ajuste ao clima da sua zona.

  • Melífera
  • Resistente à geada

Itinerário técnico

Como cultivar cardo mariano?

Um guia de cultivo passo a passo, da sementeira à colheita.

Sementeira

Nota: o cardo-mariano (Silybum marianum) é uma planta ornamental e medicinal de folha marmoreada, e não o cardo de horta (Cynara cardunculus), cujas pencas se comem. Semeia directamente no local definitivo, a dois ou três centímetros. Não semeies em tabuleiro para transplantar: esta espécie tem raiz pivotante e o transplante estraga a planta ou atrasa-a muito. Germina em sete a quinze dias. Semeia de preferência no Outono: a roseta passa o Inverno sem problemas e floresce no fim da Primavera; a sementeira de Primavera dá plantas mais pequenas. Desbasta sem pena quando as plantas tiverem quatro folhas verdadeiras, até ao compasso indicado: plantas apertadas dão hastes fracas e poucas flores.

Solo

Adapta-se a solos comuns e bem drenados, com pH entre 6,0 e 7,5. Um solo demasiado rico é contraproducente: dá plantas altas e frondosas com poucas flores, e é o erro mais comum em canteiros de flor. Se o solo for pesado, incorpora areia grossa ou composto para melhorar a drenagem, porque a água parada no Inverno apodrece as raízes.

Clima

Quer sol pleno, no mínimo seis horas por dia, e temperaturas entre 15 °C e 25 °C. Com menos sol as plantas estiolam e florescem mal. As geadas não a incomodam: a roseta de Outono passa o Inverno, e é o calor do Verão que termina o ciclo, depois de a semente estar feita. No litoral português e no sul de Espanha aproveita a Primavera e o Outono e evita o pico do Verão. No interior ibérico rega mais nos meses secos. Em França e na Alemanha a estação natural é a Primavera e o Verão, com sementeira a partir do momento em que o solo aquece de forma estável. Em Itália vale a mesma regra do resto do Mediterrâneo: Primavera e Outono no centro e no sul, Primavera e Verão no norte. No pico do Verão a floração abranda e as flores saem mais pequenas: uma sombra ligeira a meio do dia e rega regular mantêm a planta a florir.

Fertilização

Precisa de pouco. Um solo comum com algum composto maduro chega, e o excesso de azoto é contraproducente porque dá muita folha e poucas flores. Se quiseres reforçar a floração, aplica um adubo rico em potássio quando aparecerem os primeiros botões.

Rega

Rega regularmente durante a instalação e depois de forma moderada, deixando a superfície secar entre regas. Rega ao pé da planta e de manhã, porque a flor molhada apodrece e a folhagem húmida traz oídio.

Controlo de Infestantes

Sacha com frequência e sempre à superfície: a raiz pivotante desce fundo, mas as raízes finas que a alimentam correm perto da superfície e partem com facilidade. O melhor método é preparar o canteiro com duas ou três semanas de antecedência, deixar germinar a primeira leva de infestantes, eliminá-la e só depois semear: ganha-se um avanço decisivo. Uma cobertura fina de composto peneirado entre as linhas reduz muito o trabalho seguinte.

Controlo de Pragas

Os afídeos concentram-se nos botões florais e nas pontas tenras e são a praga mais comum: aplica sabão potássico e favorece joaninhas e sirfídeos, que fazem a maior parte do trabalho. As lesmas e os caracóis destroem as plântulas: protege com barreira de cinza nas primeiras semanas. Os tripes e a aranha vermelha aparecem no calor seco. Evita tratar durante a floração, para não prejudicar os polinizadores.

Doenças

O oídio cobre as folhas de um pó branco no fim do Verão e é quase inevitável em plantas apertadas: espaça bem e aplica bicarbonato de potássio aos primeiros sinais. A botrytis apodrece as flores em tempo húmido e a podridão do colo mata as plântulas em sementeiras encharcadas. Retira flores murchas e folhas doentes com regularidade.

Colheita

O produto medicinal é a semente, e a planta é vistosa mas muito espinhosa: não se corta para vaso. Deixa os capítulos secar na planta e colhe-os no fim de Junho ou em Julho, com luvas grossas, quando o papilho branco começar a sair e antes de a semente voar. Corta os capítulos, seca-os à sombra alguns dias, bate-os dentro de um saco e limpa a semente ao vento. Guarda em frasco seco e ao escuro. Se não quiseres que se ressemeie por todo o terreno, colhe ou corta os capítulos antes de abrirem. A cor de referência é roxo, e é por ela que se avalia o ponto certo.

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