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Couve Filderkraut

Couve Filderkraut

€1,59 EUR
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Brassica oleracea

Couve-repolho de cabeças grandes e cónicas de folhas verde-claras e tenras. Variedade tradicional alemã de maturação tardia, perfeita para chucrute. De sabor suave e doce. Boa capacidade de conservação.

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Couve Filderkraut

Logótipo biológico da UE Biológico certificado PT-BIO-03 Agricultura UE/não UE
Ficha de cultivo

Couve Filderkraut

Logótipo biológico da UE Biológico certificado PT-BIO-03 Agricultura UE/não UE
Ficha de cultivo – Couve Filderkraut
Dias até à colheita 140–160 dias desde a transplantação
Germinação5–10 dias
Profundidade de sementeira1–2 cm
Compasso 40–60 × 50–70 cmna linha × entre linhas
Altura da planta30–50 cm
Temperatura ideal15–20 °C
pH do solo6,5–7,5
GeadaResistente

Calendário de sementeira

JanJ FevF MarM AbrA MaiM JunJ JulJ AgoA SetS OutO NovN DezD
Sementeira em tabuleiro
Transplantação
Colheita
JanJ FevF MarM AbrA MaiM JunJ JulJ AgoA SetS OutO NovN DezD
Sementeira em tabuleiro
Transplantação
Colheita

Janelas indicativas; ajuste ao clima da sua zona.

  • Resistente à geada

Itinerário técnico

Como cultivar couve filderkraut?

Um guia de cultivo passo a passo, da sementeira à colheita.

Sementeira

Semeia em tabuleiro a um ou dois centímetros de profundidade, a 15 °C a 20 °C. Germina em cinco a dez dias. Transplanta com quatro a seis folhas verdadeiras, cerca de cinco semanas depois, enterrando a planta até às primeiras folhas e calcando bem a terra à volta: uma couve mal firmada abana ao vento e nunca forma cabeça em condições. Rega bem no dia do transplante e coloca logo o colar contra a mosca da couve.

Solo

Quer solo firme, profundo, rico em matéria orgânica e nunca ácido: o pH ideal está entre 6,5 e 7,5 e um solo ácido convida à hérnia das crucíferas. Ao contrário das raízes, esta família gosta de solo assente e não fofo, por isso calca ligeiramente à volta da planta depois de transplantar. Rotação mínima de quatro anos com qualquer outra crucífera, incluindo rabanete, nabo e rúcula.

Clima

É uma cultura de tempo fresco, que dá o seu melhor entre 15 °C e 20 °C e melhora de sabor depois de uma geada. O calor forte trava a formação da cabeça e faz a planta espigar. Aguenta bem o frio e a geada ligeira melhora até o sabor, pelo que é uma cultura de Outono e Inverno no sul da Europa. No litoral português desenvolve-se sem problemas todo o Inverno. No interior de Portugal e Espanha as geadas nocturnas não a prejudicam, mas o Verão é demasiado quente e seco para ela. Em França e na Alemanha é uma cultura de Verão e Outono, e em Inverno frio um véu de forçagem ou um túnel baixo mantêm a folha em bom estado até bem dentro da estação fria. Em Itália é cultura de Outono e Inverno no centro e no sul, como em Portugal, e de Primavera e Outono no norte, onde o Inverno do vale do Pó é demasiado duro para a deixar ao ar livre sem protecção.

Fertilização

É uma cultura exigente. Incorpora dois a três quilos de composto bem curtido ou estrume maduro por metro quadrado antes de plantar e junta um punhado de farinha de ossos ou de cinza de madeira para reforçar o fósforo e o potássio. Depois do arranque, aplica adubo orgânico líquido a cada duas ou três semanas, passando de uma fórmula equilibrada para uma mais rica em potássio quando a planta entra em produção. Evita o excesso de azoto, que dá muita folha e pouca colheita e atrai afídeos.

Rega

Rega de forma regular e generosa, porque a folha transpira muito. A irregularidade é o que faz rachar as cabeças já formadas: depois de uma seca, uma rega forte parte a couve ao meio. Rega ao pé da planta e cobre o solo com palha para amortecer as variações.

Controlo de Infestantes

Sacha à mão nas primeiras semanas, quando a planta ainda é pequena e perde qualquer disputa por luz e água. Depois de instalada, cobre o solo com uma camada de cinco a sete centímetros de palha, relva seca ou folhas: trava as infestantes, mantém a humidade e evita que a chuva salpique terra para as folhas de baixo, que é como começa a maioria das doenças. Sacha sempre superficialmente para não cortar as raízes que correm à flor da terra.

Controlo de Pragas

As pragas desta família são muitas e vale a pena preveni-las em vez de as combater. A altica, um pequeno escaravelho saltador, crava a folha nova de furos redondos em tempo quente e seco: mantém o solo húmido e cobre com rede fina desde a sementeira. A lagarta da couve e a traça das crucíferas comem a folha por dentro: aplica Bacillus thuringiensis nas lagartas pequenas e inspecciona a face inferior da folha todas as semanas. A mosca da couve põe ovos junto ao colo e a larva destrói a raiz: um colar de cartão ou feltro à volta do caule impede a postura. O afídeo cinzento da couve forma colónias cerosas nos rebentos e combate-se com sabão potássico. Uma rede anti-insecto de malha fina colocada logo à plantação resolve praticamente todos estes problemas de uma só vez.

Doenças

A hérnia das crucíferas é a doença mais grave: deforma a raiz, a planta murcha e o fungo persiste no solo durante quase vinte anos. Previne-se com rotação de quatro a cinco anos, drenagem e um pH acima de 7,0, corrigido com calcário. A alternariose faz manchas concêntricas escuras nas folhas e o míldio um pó branco acinzentado na face inferior, ambos favorecidos pela humidade: espaça bem as plantas e rega ao pé. A podridão negra entra pelos bordos da folha em forma de V amarelo e transmite-se pela semente e pela água de rega. Retira todos os restos da cultura no fim e não os deixes no compostor.

Colheita

Colhe quando a cabeça estiver firme ao apertar com a mão. Corta pela base com faca e deixa o toco no solo com algumas folhas: muitas variedades emitem rebentos laterais que dão uma segunda colheita mais pequena. Uma cabeça que começa a rachar deve ser colhida de imediato. Conserva-se várias semanas em local fresco e escuro. Conta cerca de 140 a 160 dias desde o transplante até à primeira colheita desta variedade. A cor de referência é verde claro, e é por ela que se avalia o ponto certo.

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