Espinafre da Nova Zelândia

Espinafre da Nova Zelândia

Saqueta Individual (aprox. 22 sementes)
€1,99 EUR
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Espinafre da Nova Zelândia

Espinafre da Nova Zelândia

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Um espinafre diferente — resistente ao calor, produtivo e com porte surpreendentemente decorativo nas bordaduras ou em vaso.

Sobre a variedade. O Espinafre Nova Zelândia não é espinafre vulgar: é uma planta rústica, semiprécoce, potencialmente bienal, com folhas macias e carnudas de sabor suave. Cresce melhor em solos ricos e bem drenados, atingindo até 40 cm de altura.

Quantidade por saqueta

Itinerário técnico

Como cultivar espinafre da nova zelândia?

Um guia de cultivo passo a passo, da sementeira à colheita.

pH ideal 6,0 a 7,0Temperatura ideal 18 a 28 °CCompasso 20 cm na linha, 40 cm entre linhas

Sementeira

Semeia directamente a dois ou três centímetros, depois das últimas geadas. A semente tem uma casca muito dura e a germinação é lenta e irregular: põe as sementes de molho vinte e quatro horas em água morna antes de semear, o que faz toda a diferença. Germina em duas a três semanas. Desbasta para vinte centímetros na linha, com quarenta entre linhas, e conta com que as guias alastrem para fora do canteiro. Com cerca de 40 centímetros de altura, esta variedade cresce bem num vaso com vinte centímetros de fundo e furos de drenagem. Usa um recipiente com pelo menos vinte e cinco centímetros de profundidade e furos de drenagem, e conta com rega mais frequente, porque um vaso seca muito mais depressa do que o solo.

Solo

Adapta-se a quase todos os solos, incluindo pobres, arenosos e salinos, com pH entre 6,0 e 7,0. É uma das poucas hortícolas que cresce bem em horta litoral exposta ao salitre. Não precisa de solo rico. Um solo demasiado rico dá folha grande mas mole: o composto da cultura anterior chega.

Clima

Ao contrário do espinafre verdadeiro, é uma planta de calor e prospera entre 18 °C e 28 °C, sem espigar. É precisamente por isso que vale a pena: resolve o problema da folha verde em pleno Verão ibérico. Não resiste à geada e o ciclo termina com o primeiro frio. No litoral português a cultura arranca mais devagar porque as noites são frescas e o nevoeiro matinal prolonga a humidade nas folhas, por isso escolhe o ponto mais soalheiro e abrigado do vento e afasta bem as plantas para o ar circular. No interior de Portugal e Espanha o calor é o factor limitante e não o frio: nas semanas em que a temperatura passa dos 35 °C a folha endurece e perde qualidade, por isso convém dar sombra ligeira a meio do dia. Em França o cultivo ao ar livre é seguro do centro para sul, enquanto no norte e na Alemanha compensa cultivar em estufa, túnel ou junto a um muro virado a sul, plantando só depois de passar o risco de geada tardia, que nessas regiões é por meados de Maio.

Fertilização

Tem necessidades moderadas. Um a dois quilos de composto maduro por metro quadrado incorporados antes da sementeira cobrem quase todo o ciclo. Se a folha empalidecer, uma rega com adubo orgânico líquido equilibrado a meio do ciclo é suficiente. Não uses estrume fresco, que queima as raízes e favorece doenças.

Rega

Rega moderadamente. É resistente à seca depois de instalada, mas a rega regular mantém a folha tenra e mais abundante. Não precisa de tanta água como as folhas de estação fresca.

Controlo de Infestantes

O período crítico é o primeiro mês, antes de a folhagem cobrir o solo. Sacha à mão nessa fase e, quando as guias começarem a alastrar, deixa de mexer na terra: a partir daí a própria planta abafa as infestantes. Uma cobertura de palha por baixo das guias mantém a folha limpa de terra e conserva a humidade no pico do Verão.

Controlo de Pragas

É notavelmente pouco atacada. Vigia lesmas e caracóis nas plântulas e afídeos nos rebentos tenros, tratados com sabão potássico. Os caracóis sobem às guias nas noites húmidas de fim de Verão e comem as pontas novas: uma barreira de cinza à volta do canteiro trava-os. Depois de instalada, praticamente não dá problemas. Vigia a lagarta rosca nas plântulas acabadas de nascer, que as corta rente ao solo de noite.

Doenças

Muito resistente. O único risco real é a podridão da raiz em solo encharcado. Garante drenagem e evita regar em excesso. Em Verões muito húmidos pode aparecer alguma mancha foliar nas folhas velhas de baixo: retira-as e deixa o ar circular entre as guias. Retira toda a planta com o primeiro frio e não a semeies duas vezes seguidas no mesmo sítio, para não deixar inóculo no solo.

Colheita

Colhe as pontas dos ramos com cinco a dez centímetros, à medida que crescem, o que faz a planta ramificar e produzir mais. Colhe com frequência durante todo o Verão. Contém ácido oxálico e deve ser sempre escaldada ou cozinhada antes de comer, nunca consumida crua em quantidade. A cor de referência é verde, e é por ela que se avalia o ponto certo.

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