Feijão Verde Saxa

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Feijão Verde Saxa

Logótipo biológico da UE Biológico certificado PT-BIO-03 Agricultura UE/não UE
Ficha de cultivo

Feijão Verde Saxa

Logótipo biológico da UE Biológico certificado PT-BIO-03 Agricultura UE/não UE
Ficha de cultivo – Feijão Verde Saxa
Germinação5–10 dias
Profundidade de sementeira3–4 cm
Compasso 10–15 × 40–60 cmna linha × entre linhas
Altura da planta50 cm
Temperatura ideal18–27 °C
pH do solo6,0–7,0
GeadaSensível

Calendário de sementeira

JanJ FevF MarM AbrA MaiM JunJ JulJ AgoA SetS OutO NovN DezD
Sementeira directa
Colheita
JanJ FevF MarM AbrA MaiM JunJ JulJ AgoA SetS OutO NovN DezD
Sementeira directa
Colheita

Janelas indicativas; ajuste ao clima da sua zona.

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Itinerário técnico

Como cultivar feijão verde saxa?

Um guia de cultivo passo a passo, da sementeira à colheita.

Sementeira

Semeia sempre directamente no local definitivo, a três ou quatro centímetros, com o solo já acima de 15 °C. Germina em cinco a dez dias. Semear em solo frio e húmido faz apodrecer a semente antes de nascer, e é o erro que mais falha esta cultura. Não ponhas as sementes de molho, ao contrário do que se diz muitas vezes: incham e partem-se. Semeia de três em três semanas até meados do Verão para colher em continuidade. Esta variedade é de porte anão e não precisa de suporte, o que a torna prática em canteiro pequeno e em vaso. Concentra a produção num período curto, de duas a três semanas, por isso convém escalonar sementeiras de três em três semanas para colher de forma contínua.

Solo

Adapta-se a solos medianos desde que sejam soltos, bem drenados e não demasiado ricos em azoto, com pH entre 6,0 e 7,0. Fixa o seu próprio azoto e deixa o solo enriquecido para a cultura seguinte, por isso é uma excelente cabeça de rotação. Não gosta de solos compactados nem encharcados.

Clima

Precisa de calor, entre 18 °C e 27 °C, e não tolera geada em fase nenhuma. Acima de 32 °C as flores caem e não vingam, o que provoca uma pausa de produção no auge do Verão interior. Protege do vento forte, que parte as plantas carregadas. No litoral português a cultura arranca mais devagar porque as noites são frescas e o nevoeiro matinal prolonga a humidade nas folhas, por isso escolhe o ponto mais soalheiro e abrigado do vento e afasta bem as plantas para o ar circular. No interior de Portugal e Espanha o calor é o factor limitante e não o frio: nas semanas em que a temperatura passa dos 35 °C a planta pára de vingar e convém dar sombra ligeira a meio do dia. Em França o cultivo ao ar livre é seguro do centro para sul, enquanto no norte e na Alemanha compensa cultivar em estufa, túnel ou junto a um muro virado a sul, plantando só depois de passar o risco de geada tardia, que nessas regiões é por meados de Maio. Onde o Verão é curto, prefere sempre as variedades de ciclo mais curto e antecipa a sementeira em tabuleiro aquecido. Em Itália é cultura fácil: no centro e no sul planta-se a partir de Abril e o único cuidado real é uma sombra ligeira no calor de Julho e Agosto; no vale do Pó e no norte espera pelo fim das geadas tardias e escolhe o ponto mais soalheiro.

Fertilização

Fixa o seu próprio azoto através das bactérias do nódulo radicular, por isso não deve levar adubo azotado. Incorpora apenas composto maduro se o solo for pobre e, se precisar, um pouco de cinza de madeira pelo potássio. Adubar com azoto é o erro clássico nesta cultura: dá plantas enormes com poucas vagens.

Rega

Rega moderadamente até à floração e depois de forma abundante e regular, porque é a floração e o enchimento das vagens que determinam a colheita. Rega sempre ao pé da planta e de manhã: a folhagem molhada é a porta de entrada da antracnose e da bacteriose. Uma cobertura de palha mantém a humidade sem molhar a folha.

Controlo de Infestantes

Sacha com frequência e sempre à superfície, porque as raízes são curtas e superficiais e partem com facilidade. O melhor método é preparar o canteiro com duas ou três semanas de antecedência, deixar germinar a primeira leva de infestantes, eliminá-la e só depois semear: ganha-se um avanço decisivo. Uma cobertura fina de composto peneirado entre as linhas reduz muito o trabalho seguinte.

Controlo de Pragas

Os afídeos concentram-se nos rebentos tenros e nas pontas em floração e enfraquecem muito a planta: corta as pontas atacadas e aplica sabão potássico ao fim do dia. Os caracóis e as lesmas devoram as plântulas acabadas de nascer, o que é a principal causa de falhas na linha: protege com uma barreira de cinza durante as duas primeiras semanas. Os pássaros arrancam as sementes e os rebentos e resolvem-se com uma rede ou um véu leve sobre a linha até a planta ter dez centímetros. Vigia também os tripes e as larvas que perfuram as vagens e retira as vagens picadas.

Doenças

A antracnose e a bacteriose fazem manchas escuras e deprimidas nas vagens e nas folhas em tempo húmido, e transmitem-se pela água e pelo contacto: nunca trabalhes entre as plantas com a folhagem molhada. O oídio cobre as folhas de um pó branco no fim do ciclo. A ferrugem forma pústulas alaranjadas na face inferior. A podridão da raiz aparece em solo encharcado e frio, sobretudo em sementeiras demasiado precoces. Semeia com espaçamento generoso, rega ao pé da planta e faz rotação de três a quatro anos com outras leguminosas.

Colheita

Para vagem verde, colhe jovem e a cada dois dias, quando a vagem parte com um estalo limpo e as sementes ainda mal se notam. Deixar as vagens engrossar faz a planta parar de produzir, e é aí que se perde a maior parte da colheita. Segura o ramo com uma mão e puxa a vagem com a outra, para não partir a planta. Para grão seco, deixa as vagens secar completamente na planta e debulha em tempo seco. A cor de referência é verde, e é por ela que se avalia o ponto certo.

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