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Luffa

Luffa

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Uma planta surpreendente que oferece muito mais do que frutos: a luffa é a esponja que cresce no jardim.

Sobre a variedade. De crescimento indeterminado e porte trepador, produz frutos cilíndricos que chegam a ser médio-grandes. A floração é fotossensível — só se inicia quando a luz diurna cai para as 12 horas, em setembro. Deixada a secar na planta, a polpa fibrosa transforma-se numa esponja natural duradoura. Prefere solos ricos e rega frequente.

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Luffa

Logótipo biológico da UE Biológico certificado PT-BIO-03 Agricultura UE/não UE
Ficha de cultivo

Luffa

Logótipo biológico da UE Biológico certificado PT-BIO-03 Agricultura UE/não UE
Ficha de cultivo – Luffa
Dias até à colheita 120–130 dias desde a transplantação
Germinação7–21 dias
Profundidade de sementeira2–3 cm
Compasso 50 × 100 cmna linha × entre linhas
Temperatura ideal22–32 °C
pH do solo6,0–7,0
GeadaSensível

Calendário de sementeira

JanJ FevF MarM AbrA MaiM JunJ JulJ AgoA SetS OutO NovN DezD
Sementeira em tabuleiro
Transplantação
Colheita
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Sementeira em tabuleiro
Transplantação
Colheita

Janelas indicativas; ajuste ao clima da sua zona.

Itinerário técnico

Como cultivar luffa?

Um guia de cultivo passo a passo, da sementeira à colheita.

Sementeira

Semeia em vaso individual quatro a seis semanas antes de plantar, a dois centímetros, a 25 °C a 30 °C. Põe a semente de molho vinte e quatro horas em água morna, porque a casca é dura e a germinação lenta. É uma das culturas de ciclo mais longo da horta e sem sementeira precoce dentro de casa não chega a dar esponjas maduras fora do sul da Península. As primeiras flores são todas masculinas e não dão fruto; se mais tarde os frutos secarem ainda pequenos, falta polinização: poliniza à mão de manhã cedo com um pincel. Trepa com vigor e exige um suporte sólido, que mantém as esponjas direitas e limpas.

Solo

Quer solo profundo, solto, muito rico em matéria orgânica e bem drenado, com pH entre 6,0 e 7,0. A prática clássica é abrir uma cova larga, encher a de composto maduro e plantar sobre esse ponto, o que dá à planta a reserva de que precisa. Roda de quatro em quatro anos com plantas de outras famílias.

Clima

Precisa de calor forte e constante, entre 22 °C e 32 °C, sol pleno e quatro a cinco meses sem frio. Fora do sul ibérico só vale a pena em estufa. Esta é uma variedade de ciclo longo. Semeia dentro de casa em Março e planta só com o solo acima de 18 °C; em estufa ou junto a um muro virado a sul ganha as semanas que faltam ao litoral atlântico e ao norte da Europa. No calor seco do interior ibérico rega bem e dá alguma sombra nas semanas acima de 35 °C, quando a planta deixa de vingar. No fim de Setembro, uma cobertura de tecido não tecido nas noites frias prolonga a estação o suficiente para acabar de secar as últimas esponjas.

Fertilização

Incorpora dois a três quilos de composto bem curtido por metro quadrado antes de plantar e junta um punhado de cinza de madeira para reforçar o potássio. Depois do arranque, aplica adubo orgânico líquido a cada duas ou três semanas, passando de uma fórmula equilibrada para uma mais rica em potássio quando a planta entra em produção. Evita o excesso de azoto, que dá muita folha e pouca colheita e atrai afídeos.

Rega

Rega abundante e regular durante todo o crescimento, porque a planta produz muita massa vegetal em pouco tempo. Reduz a rega quando os frutos destinados a esponja começarem a amarelecer e a secar na planta.

Controlo de Infestantes

O período crítico é o primeiro mês, antes de a folhagem cobrir o solo. Sacha à mão nessa fase e, quando as guias começarem a alastrar, deixa de mexer na terra: a partir daí a própria planta abafa as infestantes. Uma cobertura de palha por baixo da folhagem mantém os frutos limpos e secos e reduz muito as perdas por podridão de contacto com o solo.

Controlo de Pragas

As pragas principais são o afídeo, a aranha vermelha, os tripes e a mosca branca, e nas plantas jovens as lesmas e os caracóis, que podem cortar uma planta acabada de nascer numa noite. Protege as plântulas com uma garrafa cortada ou uma barreira de cinza nas primeiras semanas. Contra afídeos e mosca branca aplica sabão potássico ao fim da tarde; contra a aranha vermelha, que aparece no calor seco, molha a folha de manhã e usa óleo de neem.

Doenças

O oídio é praticamente inevitável e reconhece-se pelo pó branco na face superior da folha, sobretudo a partir de meados do Verão. Trava-se com bicarbonato de potássio ou enxofre aplicado aos primeiros sinais, folhas velhas retiradas e boa circulação de ar. O míldio das cucurbitáceas dá manchas amarelas angulosas limitadas pelas nervuras e prospera na humidade do litoral. A antracnose e a podridão do colo aparecem em solo encharcado. Faz rotação de quatro anos e retira todos os restos da cultura no fim da estação, porque é neles que os fungos passam o Inverno.

Colheita

Para comer, colhe os frutos com menos de quinze centímetros, ainda tenros e sem fibra. Para esponja, deixa-o na planta até ficar castanho, leve e a chocalhar; depois descasca, retira as sementes, lava bem e seca ao sol. Colher cedo demais para esponja dá uma fibra mole que se desfaz. Conta cerca de 120 a 130 dias desde o transplante até à primeira colheita desta variedade. A cor de referência é verde (castanho, quando seco), e é por ela que se avalia o ponto certo.

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A
Anônimo

Will be beautiful