Manjerico

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Uma aromática emblemática, cultivada em tufo arredondado e muito denso de folhas verde-claras.

Sobre a variedade. Anual de pequeno porte, com apenas 15–20 cm, possui um aroma extremamente intenso e refrescante. Em Portugal é o símbolo das festas dos Santos Populares.

Itinerário técnico

Como cultivar manjerico?

Um guia de cultivo passo a passo, da sementeira à colheita.

pH ideal 6,0 a 7,0Temperatura ideal 20 a 27 °CCompasso 15 cm na linha, 30 a 40 cm entre linhas

Sementeira

Semeia em tabuleiro a meio centímetro, com o substrato entre 20 °C e 25 °C. Germina em cinco a dez dias, mas abaixo de 15 °C não germina de todo, o que é a razão pela qual tantas sementeiras precoces falham. Transplanta com quatro a seis folhas verdadeiras e apenas quando as noites passarem estáveis dos 12 °C. Também se semeia directamente em pleno Verão. Sementeiras escalonadas de Abril a Julho dão folha tenra até ao Outono.

Solo

Quer solo solto, fértil, fresco e bem drenado, com pH entre 6,0 e 7,0. Ao contrário das aromáticas mediterrânicas, aprecia alguma matéria orgânica e humidade, mas nunca solo encharcado, que apodrece o colo de imediato. Em vaso, usa substrato com composto e nunca deixes água parada no prato.

Clima

É uma planta de calor, entre 20 °C e 27 °C, e sofre visivelmente abaixo de 12 °C: a folha fica escura e enrugada e a planta pára. Não resiste a qualquer geada. No interior de Portugal e Espanha o calor é o factor limitante e não o frio: nas semanas em que a temperatura passa dos 35 °C a planta floresce cedo e a folha endurece e perde aroma, por isso convém dar sombra ligeira a meio do dia. Em França o cultivo ao ar livre é seguro do centro para sul; no norte e na Alemanha planta só depois de meados de Maio, em estufa, túnel ou junto a um muro virado a sul. Onde o Verão é curto, prefere sempre as variedades de ciclo mais curto e antecipa a sementeira em tabuleiro aquecido. Esta é uma variedade precoce, o que a torna especialmente indicada para regiões de Verão curto como o norte de França e a Alemanha, e também para uma segunda cultura de fim de estação no Sul.

Fertilização

Tem necessidades moderadas. Um a dois quilos de composto maduro por metro quadrado incorporados antes da sementeira cobrem quase todo o ciclo. Se a folha empalidecer, uma rega com adubo orgânico líquido equilibrado a meio do ciclo é suficiente. Não uses estrume fresco, que queima as raízes e favorece doenças.

Rega

Rega regularmente ao pé da planta e sempre de manhã, mantendo o solo fresco mas não encharcado. Molhar a folhagem à tarde é a via directa para o míldio, que hoje é o principal problema desta cultura em toda a Europa.

Controlo de Infestantes

Sacha com frequência e sempre à superfície, porque as raízes são curtas e superficiais e partem com facilidade. O melhor método é preparar o canteiro com duas ou três semanas de antecedência, deixar germinar a primeira leva de infestantes, eliminá-la e só depois semear: ganha-se um avanço decisivo. Uma cobertura fina de composto peneirado entre as linhas reduz muito o trabalho seguinte.

Controlo de Pragas

As pragas são poucas porque o aroma da planta afasta muitos insectos. Os afídeos são o problema mais frequente e concentram-se nos rebentos tenros, sobretudo em plantas adubadas em excesso: corta as pontas atacadas e aplica sabão potássico. A aranha vermelha aparece no calor seco e em vaso, e trava-se molhando a folhagem de manhã. As lesmas e os caracóis devastam as plântulas: protege com barreira de cinza nas primeiras semanas. Os tripes e a cigarrinha são pontuais e raramente exigem intervenção.

Doenças

O míldio do manjericão amarelece a folha entre as nervuras e cobre a face inferior de um feltro cinzento acastanhado, e alastra com rapidez em tempo húmido e quente. Não tem cura: previne-se com espaçamento largo, rega ao pé da planta e de manhã, e boa circulação de ar. A fusariose murcha a planta de repente e obriga a rotação. Retira e destrói as plantas afectadas.

Colheita

Colhe sempre cortando a ponta do caule acima de um par de folhas, e nunca folha a folha: é assim que a planta ramifica e duplica a produção. Retira as espigas florais assim que aparecerem, porque a partir da floração a folha perde aroma e a planta envelhece. Uma planta bem colhida produz de Junho a Outubro. Conta cerca de 45 a 50 dias desde o transplante até à primeira colheita desta variedade. A cor de referência é verde claro, e é por ela que se avalia o ponto certo.

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