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Perpétua roxa

Perpétua roxa

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Uma flor de presença marcante, com os seus glóbulos roxos que se mantêm perfeitos semanas a fio — no jardim ou em ramos secos.

Sobre a variedade. Esta variedade anual de flores globosas roxas muito duradouras, comestíveis e melíferas; cresce entre 60–100 cm, resistente à seca e ao calor. Cultivada também em fitoterapia tradicional pelo valor das suas flores.

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Perpétua roxa

Logótipo biológico da UE Biológico certificado PT-BIO-03 Agricultura UE/não UE
Ficha de cultivo

Perpétua roxa

Logótipo biológico da UE Biológico certificado PT-BIO-03 Agricultura UE/não UE
Ficha de cultivo – Perpétua roxa
Profundidade de sementeira0,5–1 cm
Compasso 20 × 30–40 cmna linha × entre linhas
Altura da planta60–100 cm
Temperatura ideal15–25 °C
pH do solo6,0–7,5

Calendário de sementeira

JanJ FevF MarM AbrA MaiM JunJ JulJ AgoA SetS OutO NovN DezD
Sementeira em tabuleiro
Sementeira directa
Transplantação
Floração
JanJ FevF MarM AbrA MaiM JunJ JulJ AgoA SetS OutO NovN DezD
Sementeira em tabuleiro
Sementeira directa
Transplantação
Floração

Janelas indicativas; ajuste ao clima da sua zona.

  • Flor comestível
  • Melífera
  • Atrai insectos auxiliares
  • Sementeira directa

Itinerário técnico

Como cultivar perpétua roxa?

Um guia de cultivo passo a passo, da sementeira à colheita.

Sementeira

Semeia directamente no local definitivo a meio centímetro ou um centímetro, ou em tabuleiro para transplantar às quatro ou cinco semanas. Germina em sete a quinze dias. Semeia depois das últimas geadas, com o solo já quente, para floração de Verão: uma sementeira de Outono ao ar livre morre na primeira geada. Desbasta sem pena quando as plantas tiverem quatro folhas verdadeiras, até ao compasso indicado: plantas apertadas dão hastes fracas e poucas flores.

Solo

Adapta-se a solos comuns e bem drenados, com pH entre 6,0 e 7,5. Um solo demasiado rico é contraproducente: dá plantas altas e frondosas com poucas flores, e é o erro mais comum em canteiros de flor. Se o solo for pesado, incorpora areia grossa ou composto para melhorar a drenagem, porque a água parada no Inverno apodrece as raízes.

Clima

Quer sol pleno, no mínimo seis horas por dia, e temperaturas entre 15 °C e 25 °C. Com menos sol as plantas estiolam e florescem mal. As geadas terminam o ciclo. No litoral português e no sul de Espanha aguenta bem o calor e floresce durante todo o Verão. No interior ibérico rega mais nos meses secos. Em França e na Alemanha a estação natural é a Primavera e o Verão, com sementeira a partir do momento em que o solo aquece de forma estável. Em Itália vale a mesma regra do resto do Mediterrâneo: Primavera e Outono no centro e no sul, Primavera e Verão no norte. No pico do Verão a floração abranda e as flores saem mais pequenas: uma sombra ligeira a meio do dia e rega regular mantêm a planta a florir.

Fertilização

Precisa de pouco. Um solo comum com algum composto maduro chega, e o excesso de azoto é contraproducente porque dá muita folha e poucas flores. Se quiseres reforçar a floração, aplica um adubo rico em potássio quando aparecerem os primeiros botões.

Rega

Rega regularmente durante a instalação e depois de forma moderada, deixando a superfície secar entre regas. Rega ao pé da planta e de manhã, porque a flor molhada apodrece e a folhagem húmida traz oídio.

Controlo de Infestantes

Sacha com frequência e sempre à superfície, porque as raízes são curtas e superficiais e partem com facilidade. O melhor método é preparar o canteiro com duas ou três semanas de antecedência, deixar germinar a primeira leva de infestantes, eliminá-la e só depois semear: ganha-se um avanço decisivo. Uma cobertura fina de composto peneirado entre as linhas reduz muito o trabalho seguinte.

Controlo de Pragas

Os afídeos concentram-se nos botões florais e nas pontas tenras e são a praga mais comum: aplica sabão potássico e favorece joaninhas e sirfídeos, que fazem a maior parte do trabalho. As lesmas e os caracóis destroem as plântulas: protege com barreira de cinza nas primeiras semanas. Os tripes e a aranha vermelha aparecem no calor seco. Evita tratar durante a floração, para não prejudicar os polinizadores.

Doenças

O oídio cobre as folhas de um pó branco no fim do Verão e é quase inevitável em plantas apertadas: espaça bem e aplica bicarbonato de potássio aos primeiros sinais. A botrytis apodrece as flores em tempo húmido e a podridão do colo mata as plântulas em sementeiras encharcadas. Retira flores murchas e folhas doentes com regularidade.

Colheita

Esta é uma perpétua, uma flor para secar, e o ponto de corte decide tudo: corta quando o botão estiver a abrir mas com o centro ainda fechado, porque depois de colhida continua a abrir e uma flor já aberta seca desmazelada. Corta de manhã, com haste longa, tira as folhas de baixo e pendura em molhos pequenos, de cabeça para baixo, num local escuro, seco e arejado, durante duas a três semanas. Não a ponhas em água: a água apodrece a haste e estraga a flor. Seca, dura anos. Colher com frequência faz a planta produzir mais hastes. A cor de referência é roxo.

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