Um pimento doce de formato cónico e alongado que transforma a horta numa paleta de cores, do verde-escuro ao amarelo luminoso.
Sobre a variedade. O Corno di Toro Giallo é uma variedade de crescimento rápido e rendimento excepcional, com frutos pequenos e elegantes que amadurecem progressivamente na planta.
Itinerário técnico
Como cultivar pimento corno di toro giallo?
Um guia de cultivo passo a passo, da sementeira à colheita.
pH ideal 6,0 a 7,0Temperatura ideal 22 a 30 °CCompasso 40 a 50 cm na linha, 60 a 80 cm entre linhas
Sementeira
Semeia em tabuleiro oito a dez semanas antes da plantação, a meio centímetro, e mantém o substrato entre 25 °C e 28 °C. É a semente mais lenta e mais exigente em calor de toda a horta: abaixo de 20 °C a germinação pode demorar três semanas ou falhar. Um tapete de aquecimento ou um local quente dentro de casa faz toda a diferença. Repica para vaso individual às duas folhas verdadeiras e planta no exterior só quando as noites passarem estáveis dos 14 °C. Com cerca de 60 centímetros de altura, esta variedade cresce bem num vaso com vinte centímetros de fundo e furos de drenagem. Usa um vaso com pelo menos vinte e cinco centímetros de profundidade e furos de drenagem, e rega com mais frequência, porque seca muito mais depressa do que o solo.
Solo
Prefere solo solto, fértil, bem drenado e com boa reserva de matéria orgânica, com pH entre 6,0 e 7,0. A raiz é mais superficial que a do tomate, por isso a camada de cima do solo tem de estar sempre fresca e nunca compactada. Roda com culturas que não sejam da família das solanáceas.
Clima
Exige sol pleno e calor constante, idealmente entre 22 °C e 30 °C. Abaixo de 15 °C pára de crescer e deixa cair as flores; acima de 35 °C também deixa cair flores e os frutos expostos queimam ao sol. É muito sensível ao vento, que parte os ramos carregados. No litoral atlântico, com noites frescas e nevoeiro matinal, escolhe o ponto mais soalheiro e abrigado do vento e afasta bem as plantas para o ar circular. No interior ibérico o calor é o factor limitante: nas semanas acima de 35 °C a planta pára de vingar e convém dar sombra ligeira a meio do dia. No norte de França e na Alemanha compensa cultivar em estufa, túnel ou junto a um muro virado a sul, plantando só depois de meados de Maio. Onde o Verão é curto, prefere sempre as variedades de ciclo mais curto e antecipa a sementeira em tabuleiro aquecido.
Fertilização
Incorpora dois a três quilos de composto curtido ou estrume maduro por metro quadrado antes de plantar e junta um punhado de farinha de ossos ou de cinza de madeira para o fósforo e o potássio. Depois do arranque, aplica adubo orgânico líquido a cada duas ou três semanas, passando a uma fórmula mais rica em potássio quando a planta entra em produção. Evita o excesso de azoto, que dá muita folha e pouca colheita e atrai afídeos.
Rega
Rega regularmente e sem encharcar, mantendo o solo fresco mas nunca saturado. A fase crítica é a floração e o enchimento do fruto: uma falha de água nesse momento faz cair as flores e provoca podridão apical. Rega ao pé da planta e cobre o solo com palha, sobretudo no interior seco.
Controlo de Infestantes
Sacha à mão nas primeiras semanas, quando a planta ainda é pequena e perde qualquer disputa por luz e água. Depois de instalada, cobre o solo com uma camada de cinco a sete centímetros de palha, relva seca ou folhas: trava as infestantes, mantém a humidade e evita que a chuva salpique terra para as folhas de baixo, que é como começa a maioria das doenças. Sacha sempre superficialmente para não cortar as raízes que correm à flor da terra.
Controlo de Pragas
Afídeos, mosca branca, tripes e ácaro aranha vermelha são as pragas dominantes, e os tripes são especialmente graves porque transmitem viroses. Usa armadilhas azuis para tripes e amarelas para mosca branca, aplica sabão potássico e óleo de neem em rotação e mantém uma faixa de flores para os auxiliares. As lagartas noctuídeas cortam plantas jovens ao nível do solo: um colar de cartão à volta do caule resolve. Em estufa, a mosca branca multiplica-se muito depressa e convém intervir logo aos primeiros indivíduos.
Doenças
As doenças mais comuns são o oídio nas folhas em tempo quente e seco, a antracnose, que faz manchas deprimidas no fruto em tempo húmido, e a podridão do colo em solos mal drenados. Prevenir passa por espaçamento generoso, rega ao pé da planta, canteiro elevado onde o solo seja pesado e rotação de quatro anos. As viroses transmitidas por afídeos e tripes deformam a folha e não têm cura: arranca e destrói as plantas afectadas. A podridão apical do fruto é problema de rega irregular e não de fungo.
Colheita
Podes colher em verde, com o fruto cheio e brilhante, ou esperar pela cor final, que multiplica a vitamina C e o doce. Corta com tesoura, deixando um pedaço de pedúnculo, porque puxar arranca o ramo. Colhe com frequência, porque deixar muitos frutos a amadurecer na planta trava a produção seguinte. É uma variedade doce, sem picante. A cor de referência é amarelo, e é por ela que se avalia o ponto certo.