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Pimento Piquillo

Pimento Piquillo

€1,99 EUR
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Um pimento com história e identidade próprias — o Piquillo é reconhecível pela sua forma cónica elegante e pela polpa espessa que resiste bem ao calor.

Sobre a variedade. Frutos vermelhos de casca grossa e lisa, com cerca de 7 cm de comprimento e 50–60 g, de sabor frutado e ligeiramente picante. Adapta-se bem ao cultivo em vaso.

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Pimento Piquillo

Logótipo biológico da UE Biológico certificado PT-BIO-03 Agricultura UE/não UE
Ficha de cultivo

Pimento Piquillo

Logótipo biológico da UE Biológico certificado PT-BIO-03 Agricultura UE/não UE
Ficha de cultivo – Pimento Piquillo
Dias até à colheita 80–90 dias desde a transplantação
Germinação7–21 dias
Profundidade de sementeira0,5–1 cm
Compasso 35 × 60–80 cmna linha × entre linhas
Altura da planta50–70 cm
Temperatura ideal22–30 °C
pH do solo6,0–7,0
GeadaSensível

Calendário de sementeira

JanJ FevF MarM AbrA MaiM JunJ JulJ AgoA SetS OutO NovN DezD
Sementeira em tabuleiro
Transplantação
Colheita
JanJ FevF MarM AbrA MaiM JunJ JulJ AgoA SetS OutO NovN DezD
Sementeira em tabuleiro
Transplantação
Colheita

Janelas indicativas; ajuste ao clima da sua zona.

  • Adequada a vaso

Itinerário técnico

Como cultivar pimento piquillo?

Um guia de cultivo passo a passo, da sementeira à colheita.

Sementeira

Semeia em tabuleiro oito a dez semanas antes da plantação, a meio centímetro, e mantém o substrato entre 25 °C e 28 °C. É a semente mais lenta e mais exigente em calor de toda a horta: abaixo de 20 °C a germinação pode demorar três semanas ou falhar. Um tapete de aquecimento ou um local quente dentro de casa faz toda a diferença. Repica para vaso individual às duas folhas verdadeiras e planta no exterior só quando as noites passarem estáveis dos 14 °C.

Solo

Prefere solo solto, fértil, bem drenado e com boa reserva de matéria orgânica, com pH entre 6,0 e 7,0. A raiz é mais superficial que a do tomate, por isso a camada de cima do solo tem de estar sempre fresca e nunca compactada. Roda com culturas que não sejam da família das solanáceas.

Clima

Exige sol pleno e calor constante, idealmente entre 22 °C e 30 °C. Abaixo de 15 °C pára de crescer e deixa cair as flores; acima de 35 °C também deixa cair flores e os frutos expostos queimam ao sol. É muito sensível ao vento, que parte os ramos carregados. No litoral atlântico, com noites frescas e nevoeiro matinal, escolhe o ponto mais soalheiro e abrigado do vento e afasta bem as plantas para o ar circular. No interior ibérico o calor é o factor limitante: nas semanas acima de 35 °C a planta pára de vingar e convém dar sombra ligeira a meio do dia. No norte de França e na Alemanha compensa cultivar em estufa, túnel ou junto a um muro virado a sul, plantando só depois de meados de Maio. Onde o Verão é curto, prefere sempre as variedades de ciclo mais curto e antecipa a sementeira em tabuleiro aquecido.

Fertilização

Incorpora dois a três quilos de composto curtido ou estrume maduro por metro quadrado antes de plantar e junta um punhado de farinha de ossos ou de cinza de madeira para o fósforo e o potássio. Depois do arranque, aplica adubo orgânico líquido a cada duas ou três semanas, passando a uma fórmula mais rica em potássio quando a planta entra em produção. Evita o excesso de azoto, que dá muita folha e pouca colheita e atrai afídeos.

Rega

Rega regularmente e sem encharcar, mantendo o solo fresco mas nunca saturado. A fase crítica é a floração e o enchimento do fruto: uma falha de água nesse momento faz cair as flores e provoca podridão apical. Rega ao pé da planta e cobre o solo com palha, sobretudo no interior seco.

Controlo de Infestantes

Sacha à mão nas primeiras semanas, quando a planta ainda é pequena e perde qualquer disputa por luz e água. Depois de instalada, cobre o solo com uma camada de cinco a sete centímetros de palha, relva seca ou folhas: trava as infestantes, mantém a humidade e evita que a chuva salpique terra para as folhas de baixo, que é como começa a maioria das doenças. Sacha sempre superficialmente para não cortar as raízes que correm à flor da terra.

Controlo de Pragas

Afídeos, mosca branca, tripes e ácaro aranha vermelha são as pragas dominantes, e os tripes são especialmente graves porque transmitem viroses. Usa armadilhas azuis para tripes e amarelas para mosca branca, aplica sabão potássico e óleo de neem em rotação e mantém uma faixa de flores para os auxiliares. As lagartas noctuídeas cortam plantas jovens ao nível do solo: um colar de cartão à volta do caule resolve. Em estufa, a mosca branca multiplica-se muito depressa e convém intervir logo aos primeiros indivíduos.

Doenças

As doenças mais comuns são o oídio nas folhas em tempo quente e seco, a antracnose, que faz manchas deprimidas no fruto em tempo húmido, e a podridão do colo em solos mal drenados. Prevenir passa por espaçamento generoso, rega ao pé da planta, canteiro elevado onde o solo seja pesado e rotação de quatro anos. As viroses transmitidas por afídeos e tripes deformam a folha e não têm cura: arranca e destrói as plantas afectadas. A podridão apical do fruto é problema de rega irregular e não de fungo.

Colheita

Podes colher em verde, com o fruto cheio e brilhante, ou esperar pela cor final, que multiplica a vitamina C e o doce. Corta com tesoura, deixando um pedaço de pedúnculo, porque puxar arranca o ramo. Colhe com frequência, porque deixar muitos frutos a amadurecer na planta trava a produção seguinte. É uma variedade de picante suave. O picante concentra-se nas nervuras e nas sementes e aumenta com o calor e a falta de água no fim do ciclo. A cor de referência é vermelho, e é por ela que se avalia o ponto certo.

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