Trevo da Pérsia 1Kg

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Um trevo melífero de flor cor-de-rosa, versátil entre pastoreio, corte e adubo verde.

Sobre a variedade. Usado em prados permanentes de sequeiro para pastoreio ou corte e adubação em verde, adapta-se a vários tipos de solo e mostra boa resistência ao encharcamento, ao frio e à salinidade. As suas flores atraem as abelhas, somando valor para a apicultura. Em consociação, cultiva-se com outras leguminosas e gramíneas, como a aveia, o azevém e a ervilhaca.

Itinerário técnico

Como cultivar trevo da pérsia 1kg?

Um guia de cultivo passo a passo, da sementeira à colheita.

pH ideal 6,0 a 7,5Temperatura ideal 10 a 25 °CCompasso Semeia a lanço, sem linhas. Cerca de 2 a 3 g por metro quadrado

Sementeira

Semeia a lanço sobre solo trabalhado e passa levemente o ancinho para cobrir a semente com meio centímetro a um centímetro de terra, porque a semente é muito pequena e enterrada mais fundo não nasce. Densidade generosa, porque o objectivo é cobrir o solo por completo e não deixar espaço para infestantes. Semeia no Outono no Sul, onde o Inverno é suave, ou na Primavera nas regiões frias: aguenta apenas geadas ligeiras. Rega depois de semear se o solo estiver seco.

Solo

Cresce em qualquer solo, incluindo pobre e compactado, que é justamente onde faz mais falta, com pH entre 6,0 e 7,5. Não precisa de qualquer adubação: o seu papel é justamente melhorar o solo, fixando azoto, estruturando a terra com as raízes e protegendo a superfície da chuva e do sol.

Clima

Rústico mas só moderadamente resistente ao frio, entre 10 °C e 25 °C: aguenta geadas ligeiras e morre abaixo de cerca de -6 °C. No Sul da Europa a janela útil é o Outono e o Inverno, quando há chuva e o solo ficaria de outro modo nu. Em França e na Alemanha semeia na Primavera, de Março a Maio, porque não sobrevive aos Invernos frios. Semeia com o solo ainda morno, para a cultura cobrir a terra em três a quatro semanas: uma sementeira tardia, com o frio já instalado, fica rala e não cumpre o papel. Em Itália aplica-se o mesmo calendário: as condições do centro e do sul aproximam-se das do sul de Portugal e de Espanha, e as do norte das do centro de França. Na Primavera, semeia assim que a terra se deixar trabalhar e corta antes do calor de Junho, porque depois a matéria fica lenhosa e a planta vai a semente.

Fertilização

Fixa o seu próprio azoto através das bactérias do nódulo radicular, por isso não deve levar adubo azotado. Incorpora apenas composto maduro se o solo for pobre e, se precisar, um pouco de cinza de madeira pelo potássio. Adubar com azoto é o erro clássico nesta cultura: dá plantas enormes com poucas vagens.

Rega

Rega apenas para garantir a germinação. Depois de instalado, dispensa rega em quase todas as situações e vive da chuva. Um adubo verde regado em excesso perde grande parte do seu interesse.

Controlo de Infestantes

Semeada densa, a própria cultura cobre o solo e limita muito as infestantes. O trabalho concentra-se nas duas ou três primeiras semanas: sacha à mão ou passa a enxada de forma muito superficial entre as plantas. Evita mexer na terra depois de a folhagem fechar, para não danificar raízes nem trazer novas sementes de infestantes à superfície.

Controlo de Pragas

Praticamente não tem pragas relevantes e, pelo contrário, abriga auxiliares e polinizadores durante a estação morta. Vigia apenas as lesmas na fase de plântula e os pássaros, que comem a semente à superfície: cobre bem a semente ao semear. Os coelhos e os pombos apreciam as plântulas tenras: numa horta pequena, uma rede leve nas primeiras três semanas evita perder a sementeira. Os afídeos podem aparecer na floração em anos secos, mas raramente justificam tratamento: as joaninhas resolvem.

Doenças

Não costuma ter problemas de doença. A precaução importante é de rotação: escolhe uma espécie que não pertença à família da cultura que vem a seguir nem da que acabou de sair, para não multiplicar doenças do solo. Depois de crucíferas, por exemplo, evita mostarda e nabo forrageiro. Em sementeiras muito densas e Invernos chuvosos pode aparecer podridão do colo: não regues e não semeies mais denso do que o indicado.

Colheita

Não se colhe: corta-se e incorpora-se. O momento certo é o início da floração, quando a planta tem o máximo de biomassa e ainda está tenra: mais tarde a matéria fica lenhosa e demora meses a decompor-se. Corta rente, deixa secar dois ou três dias e incorpora nos primeiros dez a quinze centímetros do solo, ou deixa à superfície como cobertura. Espera duas a quatro semanas antes de semear a cultura seguinte. A cor de referência é flor cor-de-rosa, e é por ela que se avalia o ponto certo.

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