Uma verdura asiática visualmente marcante, com folhas largas, dentadas, de verde-claro intenso e nervuras vermelhas que se destacam no canteiro.
Sobre a variedade. Red Giant é uma mostarda folhosa de sabor picante característico, que se suaviza com as temperaturas mais frias — ao mesmo tempo que a coloração vermelha das nervuras se intensifica. Tolerante ao frio, cresce até cerca de 30 cm.
Itinerário técnico
Como cultivar verdura asiática red giant?
Um guia de cultivo passo a passo, da sementeira à colheita.
pH ideal 6,0 a 7,0Temperatura ideal 10 a 20 °CCompasso 15 a 25 cm na linha, 20 cm entre linhas
Sementeira
Semeia directamente a meio centímetro ou um centímetro, em linhas, e desbasta consoante queiras folha pequena para salada ou plantas inteiras. Germina em três a sete dias. Para folha pequena semeia denso e corta com oito a dez centímetros; para plantas inteiras desbasta cedo, porque duas plantas apertadas espigam antes de encher. É uma cultura muito rápida e ideal para sementeiras escalonadas de duas em duas semanas. Sementeiras de fim de Verão e Outono dão os melhores resultados, porque o dia curto evita o espigamento. Com cerca de 30 centímetros de altura, esta variedade cresce bem num vaso com vinte centímetros de fundo e furos de drenagem.
Solo
Quer solo fresco, solto e rico em matéria orgânica, com pH entre 6,0 e 7,0. Como o ciclo é curto, o essencial é ter o solo já bem preparado e húmido à partida. É crucífera, por isso entra na mesma rotação das couves.
Clima
Prefere tempo fresco, entre 10 °C e 20 °C. O calor e o dia longo fazem a planta espigar em poucos dias, o que é o problema central das sementeiras de Primavera tardia. Aguenta bem geadas ligeiras e é excelente cultura de Outono e Inverno. No litoral português encontra as condições quase ideais e pode ser cultivada durante grande parte do ano. No interior de Portugal e Espanha concentra a cultura no Outono, Inverno e princípio da Primavera, porque a partir de Junho o calor e o dia longo fazem a planta espigar e amargar. Em França cultiva-se com facilidade da Primavera ao Outono, e na Alemanha aproveita todo o Verão, que raramente é quente demais. Uma sombra ligeira nas horas centrais do dia prolonga a colheita em qualquer clima quente.
Fertilização
Como se aproveita a folha, o azoto conta, mas em doses moderadas e de libertação lenta. Composto maduro antes da sementeira e uma ou duas regas com adubo orgânico líquido durante o crescimento dão folha tenra sem acumular nitratos. Adubações fortes e tardias tornam a folha frágil, atraem afídeos e reduzem a conservação depois da colheita.
Rega
Rega com frequência e em pequenas quantidades, mantendo o solo sempre húmido. Uma folha que passe sede fica dura e picante, e a planta espiga. De manhã é a melhor hora, para a folha secar durante o dia.
Controlo de Infestantes
Semeada densa, a própria cultura cobre o solo e limita muito as infestantes. O trabalho concentra-se nas duas ou três primeiras semanas: sacha à mão ou passa a enxada de forma muito superficial entre linhas. Evita mexer na terra depois de a folhagem fechar, para não danificar raízes nem trazer novas sementes de infestantes à superfície.
Controlo de Pragas
A altica, um pequeno escaravelho saltador, crava a folha nova de furos redondos em tempo quente e seco: mantém o solo húmido e cobre com rede fina desde a sementeira. A lagarta da couve e a traça das crucíferas comem a folha por dentro: aplica Bacillus thuringiensis nas lagartas pequenas e inspecciona a face inferior da folha todas as semanas. A mosca da couve põe ovos junto ao colo e a larva destrói a raiz: um colar de cartão ou feltro à volta do caule impede a postura. O afídeo cinzento da couve forma colónias cerosas nos rebentos e combate-se com sabão potássico.
Doenças
A hérnia das crucíferas é a doença mais grave: deforma a raiz, a planta murcha e o fungo persiste no solo durante quase vinte anos. Previne-se com rotação de quatro a cinco anos, boa drenagem e um solo que nunca seja ácido: se o pH descer abaixo de 6,0, corrige com calcário até ao topo do intervalo indicado para esta cultura. A alternariose faz manchas concêntricas escuras nas folhas e o míldio um pó branco acinzentado na face inferior, ambos favorecidos pela humidade: espaça bem as plantas e rega ao pé. Retira todos os restos da cultura no fim e não os deixes no compostor.
Colheita
Podes colher folha a folha a partir das quatro semanas, cortando as exteriores e deixando o centro, ou cortar a planta inteira a três centímetros do solo para que rebente de novo. Colhe de manhã, com a folha ainda túrgida, e usa no próprio dia porque murcha depressa. Não deixes as plantas passar do ponto: a folha velha fica fibrosa e picante, e a planta espiga logo a seguir. A cor de referência é verde claro com nervuras vermelhas, e é por ela que se avalia o ponto certo.