Chícharo

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Chícharo

Chícharo

Logótipo biológico da UE Biológico certificado PT-BIO-03 Agricultura UE/não UE

Uma leguminosa de carácter — o chícharo atravessa séculos de cultivo em terras difíceis, onde poucas plantas resistem com tanta dignidade.

Sobre a variedade. De grão achatado e cor creme, é altamente resistente às condições adversas de cultivo e tolerante à geada. O ciclo é precoce e curto. Nota importante: as sementes requerem embebição de 24 h ou escarificação antes da sementeira; após a colheita, o chícharo exige imersão prolongada e repetida em água e cozimento completo antes do consumo.

Ficha de cultivo e calendário de sementeira

Ficha de cultivo

Chícharo

Logótipo biológico da UE Biológico certificado PT-BIO-03 Agricultura UE/não UE
Germinação
7–20 dias
Profundidade de sementeira
3–5 cm
Compasso
10 × 30 cm (na linha × entre linhas)
Temperatura ideal
13–18 °C
pH do solo
6,0–7,5
Geada
Sensível

Calendário de sementeira

JanJ FevF MarM AbrA MaiM JunJ JulJ AgoA SetS OutO NovN DezD
Sementeira directa
Colheita
JanJ FevF MarM AbrA MaiM JunJ JulJ AgoA SetS OutO NovN DezD
Sementeira directa
Colheita

Janelas indicativas; ajuste ao clima da sua zona.

  • Sementeira directa
Quantidade por saqueta1kg

Portes grátis para Portugal continental e Espanha peninsular a partir de 35 €. Abaixo disso, a partir de 4,91 €.

Para ajudar estas sementes a crescer

Itinerário técnico

Como cultivar chícharo?

Um guia de cultivo passo a passo, da sementeira à colheita.

Sementeira

Semeia directamente a três ou cinco centímetros, em linhas, no fim do Inverno ou no princípio da Primavera: de Fevereiro a Março no Sul da Europa e em Abril mais a norte. Germina em sete a catorze dias em solo fresco. Não transplantes. É uma planta de porte baixo e ramificado que não precisa de suporte: se o compasso for respeitado, as plantas apoiam-se umas nas outras. Faz uma única sementeira, porque a colheita é uma só, em grão seco, no princípio do Verão. Semeia em solo já enxuto, porque a semente apodrece em terra fria e encharcada.

Solo

Quer solo bem drenado, fresco e não ácido, com pH entre 6,0 e 7,5. Um solo encharcado apodrece a semente. Não leva adubo azotado. É uma boa cabeça de rotação, porque deixa azoto no solo para a cultura seguinte.

Clima

É uma leguminosa de sequeiro, resistente à seca e ao calor, e das poucas que aguentam solos pobres e Verões secos sem rega. Germina e cresce bem com o fresco do fim do Inverno e aguenta geadas ligeiras quando jovem. Floresce em Maio e Junho e enche o grão com o calor de Junho e Julho, que não a prejudica: o que lhe faz mal é o tempo húmido na floração e na maturação. No litoral português e no sul de Espanha semeia em Fevereiro e colhe em Junho, escolhendo o ponto mais soalheiro e arejado. No interior de Portugal e Espanha, da Beira Baixa ao Alentejo, é cultura tradicional: semeia em Fevereiro ou Março, para aproveitar a humidade do Inverno, e colhe seco em Junho ou Julho. Em França e na Alemanha semeia em Março ou Abril, assim que o solo se deixa trabalhar, e conta com um Verão seco para o grão amadurecer; em zonas de Verão chuvoso a colheita é incerta. Em Itália segue o calendário ibérico no centro e no sul e o francês no norte.

Fertilização

Fixa o seu próprio azoto através das bactérias do nódulo radicular, por isso não deve levar adubo azotado. Incorpora apenas composto maduro se o solo for pobre e, se precisar, um pouco de cinza de madeira pelo potássio. Adubar com azoto é o erro clássico nesta cultura: dá plantas enormes com poucas vagens.

Rega

É uma cultura de sequeiro e em ano normal não precisa de rega. Uma rega de apoio na floração, se a Primavera for muito seca, melhora o enchimento do grão. Não regues perto da colheita, porque o grão tem de secar na planta.

Controlo de Infestantes

Sacha com frequência e sempre à superfície, porque as raízes são curtas e superficiais e partem com facilidade. O melhor método é preparar o canteiro com duas ou três semanas de antecedência, deixar germinar a primeira leva de infestantes, eliminá-la e só depois semear: ganha-se um avanço decisivo. Uma cobertura fina de composto peneirado entre as linhas reduz muito o trabalho seguinte.

Controlo de Pragas

Os afídeos concentram-se nos rebentos tenros e nas pontas em floração e enfraquecem muito a planta: corta as pontas atacadas e aplica sabão potássico ao fim do dia. Os caracóis e as lesmas devoram as plântulas acabadas de nascer, o que é a principal causa de falhas na linha: protege com uma barreira de cinza durante as duas primeiras semanas. Os pássaros arrancam as sementes e os rebentos e resolvem-se com uma rede ou um véu leve sobre a linha até a planta ter dez centímetros. Vigia também os tripes e as larvas que perfuram as vagens e retira as vagens picadas.

Doenças

O oídio é praticamente inevitável no fim do ciclo, quando o tempo aquece: cobre as folhas de um pó branco e seca a planta. Semear cedo é a melhor prevenção, e o bicarbonato de potássio trava a evolução. O míldio e a antracnose aparecem em tempo húmido, e a podridão da raiz em solo frio e encharcado. Faz rotação de quatro anos com outras leguminosas.

Colheita

Faz uma só colheita, em grão seco. Espera que a planta amareleça e as vagens fiquem castanhas e secas, em Junho ou Julho, e arranca as plantas inteiras numa manhã seca, antes de as vagens abrirem e deixarem cair o grão. Deixa-as a secar mais alguns dias ao sol e debulha sobre uma lona, batendo ou pisando, e joeira ao vento. Guarda o grão bem seco em recipiente fechado e consome-o demolhado e cozido, como o grão-de-bico. A cor de referência é creme, e é por ela que se avalia o ponto certo.

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