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Penca de Mirandela

Penca de Mirandela

€2,75 EUR
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Brassica oleracea

Couve portuguesa de grandes folhas verde-escuras com veios brancos e pseudo-repolho redondo. Variedade rústica, adapta-se a diferentes solos e tolera baixas temperaturas.

  • €2,75

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Envio para a sua zona a partir de 15,39 €.

Penca de Mirandela

Logótipo biológico da UE Biológico certificado PT-BIO-03 Agricultura UE/não UE
Ficha de cultivo

Penca de Mirandela

Logótipo biológico da UE Biológico certificado PT-BIO-03 Agricultura UE/não UE
Ficha de cultivo – Penca de Mirandela
Dias até à colheita 80–120 dias desde a transplantação
Germinação5–10 dias
Profundidade de sementeira1–2 cm
Compasso 40–50 × 50–70 cmna linha × entre linhas
Altura da planta50–60 cm
Temperatura ideal15–20 °C
pH do solo6,5–7,5
GeadaResistente

Calendário de sementeira

JanJ FevF MarM AbrA MaiM JunJ JulJ AgoA SetS OutO NovN DezD
Sementeira em tabuleiro
Transplantação
Colheita
JanJ FevF MarM AbrA MaiM JunJ JulJ AgoA SetS OutO NovN DezD
Sementeira em tabuleiro
Transplantação
Colheita

Janelas indicativas; ajuste ao clima da sua zona.

  • Resistente à geada

Itinerário técnico

Como cultivar penca de mirandela?

Um guia de cultivo passo a passo, da sementeira à colheita.

Sementeira

Semeia em tabuleiro a um ou dois centímetros, a 15 °C a 20 °C, e transplanta com quatro a seis folhas verdadeiras, enterrando bem o caule e firmando a terra. Também se semeia directamente e desbasta-se depois. Nas regiões de Inverno ameno, uma sementeira de fim de Verão dá colheita durante todo o Inverno e a Primavera seguinte. Semeia de Fevereiro a Abril para colher no Verão e Outono, e de Julho a Setembro para a colheita de Inverno. Coloca o colar contra a mosca da couve no dia do transplante.

Solo

Quer solo firme, profundo, rico em matéria orgânica e nunca ácido: o pH ideal está entre 6,5 e 7,5 e um solo ácido convida à hérnia das crucíferas. Gosta de solo assente e não fofo: calca ligeiramente à volta da planta depois de transplantar. Rotação mínima de quatro anos com qualquer outra crucífera, incluindo rabanete, nabo e rúcula.

Clima

Prefere tempo fresco, entre 15 °C e 20 °C, e é das culturas mais resistentes ao frio da horta: aguenta vários graus negativos e a folha fica visivelmente mais doce depois da geada. No calor forte a folha endurece e amarga. No litoral português desenvolve-se sem problemas todo o Inverno. No interior de Portugal e Espanha as geadas nocturnas não a prejudicam, mas o Verão é demasiado quente e seco para ela. Em França e na Alemanha é cultura de Verão e Outono; aguenta geada ligeira, mas num Inverno frio um véu de forçagem protege a folha. Em Itália é cultura de Outono e Inverno no centro e no sul, como em Portugal, e de Primavera e Outono no norte, onde o Inverno do vale do Pó é demasiado duro para a deixar ao ar livre sem protecção.

Fertilização

É uma cultura exigente. Incorpora dois a três quilos de composto bem curtido por metro quadrado antes de plantar, com um punhado de cinza de madeira para o potássio. Depois do arranque, aplica adubo orgânico líquido a cada duas ou três semanas, passando de uma fórmula equilibrada para uma mais rica em potássio quando a planta entra em produção. Evita o excesso de azoto, que dá muita folha e pouca colheita e atrai afídeos.

Rega

Rega regularmente para manter a folha tenra. A falta de água torna-a folha coriácea e amarga de forma permanente. Uma cobertura de palha mantém a humidade e reduz a rega no Verão. No Inverno, com chuva regular, a rega é quase dispensável.

Controlo de Infestantes

Sacha à mão nas primeiras semanas, quando a planta ainda é pequena e perde qualquer disputa por luz e água. Depois de instalada, cobre o solo com uma camada de cinco a sete centímetros de palha, relva seca ou folhas: trava as infestantes, mantém a humidade e evita que a chuva salpique terra para as folhas de baixo, que é como começa a maioria das doenças. Sacha sempre superficialmente para não cortar as raízes que correm à flor da terra.

Controlo de Pragas

A altica, um pequeno escaravelho saltador, crava a folha nova de furos redondos em tempo quente e seco: mantém o solo húmido e cobre com rede fina desde a sementeira. A lagarta da couve e a traça das crucíferas comem a folha por dentro: aplica Bacillus thuringiensis nas lagartas pequenas e inspecciona a face inferior da folha todas as semanas. A mosca da couve põe ovos junto ao colo e a larva destrói a raiz: um colar de cartão ou feltro à volta do caule impede a postura. O afídeo cinzento da couve forma colónias cerosas nos rebentos e combate-se com sabão potássico. Uma rede anti-insecto de malha fina colocada logo à plantação resolve quase todos estes problemas de uma só vez.

Doenças

A hérnia das crucíferas é a doença mais grave: deforma a raiz, a planta murcha e o fungo persiste no solo durante quase vinte anos. Previne-se com rotação de quatro a cinco anos, drenagem e um pH acima de 7,0, corrigido com calcário. A alternariose faz manchas concêntricas escuras e o míldio um pó cinzento na face inferior da folha; ambos gostam de humidade, por isso espaça bem e rega ao pé. A podridão negra entra pelos bordos da folha em forma de V amarelo e transmite-se pela semente e pela água de rega. Retira todos os restos da cultura no fim e não os deixes no compostor.

Colheita

Colhe as folhas exteriores uma a uma, das de baixo para cima, e deixa sempre o gomo central e cinco a seis folhas jovens: assim a planta produz durante meses e não pára. Nas pencas, deixa a planta formar o coração solto e corta-a inteira no Inverno, depois das primeiras geadas, que é como se usa tradicionalmente. As folhas colhidas depois de uma geada são as mais doces. Conta cerca de 80 a 120 dias desde o transplante até à primeira colheita desta variedade. A cor de referência é verde escuro, e é por ela que se avalia o ponto certo.

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