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Alface Tarengo

Alface Tarengo

€1,99 EUR
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Uma alface batávia sem cabeça de grande vivacidade, com folhas levemente plissadas em verde e vermelho que se abrem amplamente — ornamental e produtiva ao mesmo tempo.

Sobre a variedade. De crescimento rápido e fácil, pode atingir 200–300 g por planta. O seu porte aberto e as cores vibrantes tornam-na tão atraente no canteiro como no prato. Adapta-se bem a vaso e cresce em boa companhia de cenoura, cebola, tomate, pepino, beterraba e tomilho.

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Alface Tarengo

Logótipo biológico da UE Biológico certificado PT-BIO-03 Agricultura UE/não UE
Ficha de cultivo

Alface Tarengo

Logótipo biológico da UE Biológico certificado PT-BIO-03 Agricultura UE/não UE
Ficha de cultivo – Alface Tarengo
Dias até à colheita 35–40 dias desde a transplantação
Germinação5–10 dias
Profundidade de sementeira0,5–1 cm
Compasso 25–30 × 25 cmna linha × entre linhas
Altura da planta20 cm
Temperatura ideal15–20 °C
pH do solo6,0–7,0

Calendário de sementeira

JanJ FevF MarM AbrA MaiM JunJ JulJ AgoA SetS OutO NovN DezD
Sementeira em tabuleiro
Sementeira directa
Transplantação
Colheita
JanJ FevF MarM AbrA MaiM JunJ JulJ AgoA SetS OutO NovN DezD
Sementeira em tabuleiro
Sementeira directa
Transplantação
Colheita

Janelas indicativas; ajuste ao clima da sua zona.

  • Adequada a vaso
  • Sementeira directa

Itinerário técnico

Como cultivar alface tarengo?

Um guia de cultivo passo a passo, da sementeira à colheita.

Sementeira

Semeia à superfície ou a meio centímetro no máximo, porque a semente precisa de luz para germinar e enterrá-la é o erro mais comum. A germinação faz-se melhor entre 15 °C e 20 °C e bloqueia acima de 25 °C, pelo que no Verão convém semear à sombra ou pôr o tabuleiro no frigorífico durante dois dias antes de expor à luz. Transplanta com quatro a cinco folhas verdadeiras, sem enterrar o colo, ou semeia directamente e desbasta. Semeia de duas em duas semanas para colher em continuidade. Com cerca de 20 centímetros de altura, esta variedade cresce bem num vaso com vinte centímetros de fundo e furos de drenagem.

Solo

Quer solo solto, fresco, rico em matéria orgânica e bem drenado, com pH entre 6,0 e 7,0. A raiz é superficial, por isso a camada de cima é a que conta: mantém na fresca e nunca a deixes compactar. Um canteiro elevado ajuda muito em solos pesados, porque a alface apodrece no colo com humidade parada.

Clima

É a cultura de tempo fresco por excelência, entre 15 °C e 20 °C. Acima de 25 °C a planta espiga, ganha látex e fica amarga de forma irreversível. Uma malha de sombra a cinquenta por cento nas horas centrais do dia prolonga muito a época de colheita em clima quente. No litoral português encontra as condições quase ideais e pode ser cultivada durante grande parte do ano. No interior de Portugal e Espanha concentra a cultura no Outono, Inverno e princípio da Primavera, porque a partir de Junho o calor e o dia longo fazem a planta espigar e amargar. Em França cultiva-se com facilidade da Primavera ao Outono, e na Alemanha aproveita todo o Verão, que raramente é quente demais. Esta é uma variedade de ciclo curto, ideal para sementeiras escalonadas e para aproveitar as janelas frescas de fim de Inverno e princípio de Outono, quando o calor ainda não obriga a planta a espigar.

Fertilização

Como se aproveita a folha, o azoto conta, mas em doses moderadas e de libertação lenta. Composto maduro antes da sementeira e uma ou duas regas com adubo orgânico líquido durante o crescimento dão folha tenra sem acumular nitratos. Adubações fortes e tardias tornam a folha frágil, atraem afídeos e reduzem a conservação depois da colheita.

Rega

Rega com frequência, pouco de cada vez e sempre de manhã, mantendo o solo húmido mas nunca encharcado. Regar à tarde ou à noite deixa a folha molhada e traz míldio e botrytis. A falta de água acelera o espigamento e amarga a folha.

Controlo de Infestantes

Sacha com frequência e sempre à superfície, porque as raízes são curtas e superficiais e partem com facilidade. O melhor método é preparar o canteiro com duas ou três semanas de antecedência, deixar germinar a primeira leva de infestantes, eliminá-la e só depois semear: ganha-se um avanço decisivo. Uma cobertura fina de composto peneirado entre as linhas reduz muito o trabalho seguinte.

Controlo de Pragas

As lesmas e os caracóis são o inimigo número um desta cultura e comem uma sementeira inteira numa noite húmida. Usa barreiras de cinza, casca de ovo ou serradura à volta do canteiro, apanha-os à noite com lanterna e recorre a fosfato férrico se necessário. Os afídeos instalam-se no coração da planta e são difíceis de lavar depois: aplica sabão potássico ao primeiro sinal e favorece joaninhas e sirfídeos com faixas de flores. A mosca mineira desenha galerias claras na folha, que se removem à mão. Os tripes e a altica atacam sobretudo em tempo seco e quente.

Doenças

O míldio da alface cobre a face inferior da folha de um pó branco acinzentado e é o problema clássico do litoral atlântico húmido. A botrytis apodrece o colo da planta em tempo fresco e molhado. Ambos se previnem da mesma forma: espaçamento generoso, rega de manhã e ao pé da planta, canteiro elevado e transplante sem enterrar o colo. A esclerotínia forma um bolor branco algodonoso na base e obriga a rotação longa. Retira imediatamente qualquer planta doente.

Colheita

Colhe de manhã cedo, com a planta ainda túrgida, cortando a base com faca. Nas variedades de folha solta podes colher folha a folha durante semanas, retirando as exteriores e deixando o centro a crescer. Assim que a planta começar a alongar-se ao centro está a espigar: colhe imediatamente, porque em poucos dias amarga. Conta cerca de 35 a 40 dias desde o transplante até à primeira colheita desta variedade. A cor de referência é verde e vermelho, e é por ela que se avalia o ponto certo.

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