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Itinerário técnico

Como cultivar amor-perfeito?

Um guia de cultivo passo a passo, da sementeira à colheita.

pH ideal 6,0 a 7,5Temperatura ideal 15 a 25 °CCompasso 10 cm na linha, 10 cm entre linhas

Sementeira

Semeia directamente no local definitivo a meio centímetro ou um centímetro, ou em tabuleiro para transplantar às quatro ou cinco semanas. Germina em sete a quinze dias. Semeia depois das últimas geadas para floração de Verão, ou no Outono em clima ameno, para florir cedo na Primavera. Desbasta sem pena: plantas apertadas dão hastes fracas e poucas flores. Com cerca de 20 centímetros de altura, esta variedade cresce bem em vaso. Usa um recipiente com pelo menos vinte e cinco centímetros de profundidade e furos de drenagem, e conta com rega mais frequente, porque um vaso seca muito mais depressa do que o solo.

Solo

Adapta-se a solos comuns e bem drenados, com pH entre 6,0 e 7,5. Um solo demasiado rico é contraproducente: dá plantas altas e frondosas com poucas flores, e é o erro mais comum em canteiros de flor.

Clima

Quer sol pleno, no mínimo seis horas por dia, e temperaturas entre 15 °C e 25 °C. Com menos sol as plantas estiolam e florescem mal. As geadas terminam o ciclo. Adapta-se a quase toda a Europa ocidental. No litoral português e no sul de Espanha aproveita a Primavera e o Outono e evita o pico do Verão. No interior ibérico rega mais nos meses secos. Em França e na Alemanha a estação natural é a Primavera e o Verão, com sementeira a partir do momento em que o solo aquece de forma estável. Em Itália vale a mesma regra do resto do Mediterrâneo: Primavera e Outono no centro e no sul, Primavera e Verão no norte.

Fertilização

Precisa de pouco. Um solo comum com algum composto maduro chega, e o excesso de azoto é contraproducente porque dá muita folha e poucas flores. Se quiseres reforçar a floração, aplica um adubo rico em potássio quando aparecerem os primeiros botões.

Rega

Rega regularmente durante a instalação e depois de forma moderada, deixando a superfície secar entre regas. Rega ao pé da planta e de manhã, porque a flor molhada apodrece e a folhagem húmida traz oídio.

Controlo de Infestantes

Sacha com frequência e sempre à superfície, porque as raízes são curtas e superficiais e partem com facilidade. O melhor método é preparar o canteiro com duas ou três semanas de antecedência, deixar germinar a primeira leva de infestantes, eliminá-la e só depois semear: ganha-se um avanço decisivo. Uma cobertura fina de composto peneirado entre as linhas reduz muito o trabalho seguinte.

Controlo de Pragas

Os afídeos concentram-se nos botões florais e nas pontas tenras e são a praga mais comum: aplica sabão potássico e favorece joaninhas e sirfídeos, que fazem a maior parte do trabalho. As lesmas e os caracóis destroem as plântulas: protege com barreira de cinza nas primeiras semanas. Os tripes e a aranha vermelha aparecem no calor seco. Evita tratar durante a floração, para não prejudicar os polinizadores.

Doenças

O oídio cobre as folhas de um pó branco no fim do Verão e é quase inevitável em plantas apertadas: espaça bem e aplica bicarbonato de potássio aos primeiros sinais. A botrytis apodrece as flores em tempo húmido e a podridão do colo mata as plântulas em sementeiras encharcadas. Retira flores murchas e folhas doentes com regularidade.

Colheita

Corta as flores de manhã cedo, quando estiverem a abrir mas ainda não completamente abertas, e coloca-as imediatamente em água. Retira as flores murchas da planta com regularidade: enquanto não houver semente formada, a planta continua a florir, e essa é a única regra que realmente importa para prolongar a floração. Deixa algumas flores ir a semente no fim da estação se quiseres ressementeira natural. A cor de referência é amarelo, branco e roxo, e é por ela que se avalia o ponto certo.

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