A famosa e tradicional cenoura pau roxo, originária do Alentejo e Algarve.
As suas raízes apresentam a cor púrpura no exterior e interior branco. Considerada um verdadeiro petisco em Castro Verde, servidas cruas às rodelas, cozidas, temperadas com vinagre, em doces e em salgados. Terra onde todos os anos, no fim do mês de Janeiro, se realiza a Feira de S. Sebastião, também conhecida como Feira do Pau Roxo.
Antes de ser laranja, sabemos hoje que a cenoura era roxa e escura. A cenoura laranja substituiu as púrpuras rapidamente, pois não manchava os utensílios de cozinha. No entanto, no Alentejo, até hoje, cultiva-se uma antiga variedade de cenoura, púrpura em vez de laranja, com interior branco. Esta pequena cenoura roxa, conhecida como pau roxo, é o tema de um festival em Castro Verde, no Alentejo. As celebrações em honra de São Sebastião decorrem no mês de Janeiro, quando se procede à safra das cenouras. Tradicionalmente, nesta região, as cenouras eram servidas ao lado de azeitonas, antes das refeições, cruas, como aperitivo. Esta tradição quase desapareceu, mas as sementes persistem. Recebemos as nossas sementes de uma mulher chamada Fátima que, no Algarve, gere uma pequena quinta dedicada ao modo de produção biológico, chamada Quinta das Seis Marias. A mãe de Fátima guardava sementes de várias culturas para cultivo posterior. Fátima fez sua a sabedoria da mãe e continuou a salvar as sementes desta maravilhosa cenoura, até hoje, na sua quinta preservada de acordo com os princípios da agricultura biológica.
Através da oferta destas sementes, esperamos levar mais longe o trabalho de Fátima, até junto de si.