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Cenoura Pau Roxo das Seis Marias

Cenoura Pau Roxo das Seis Marias

€3,50 EUR
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A famosa e tradicional cenoura pau roxo, originária do Alentejo e Algarve.

As suas raízes apresentam a cor púrpura no exterior e interior branco. Considerada um verdadeiro petisco em Castro Verde, servidas cruas às rodelas, cozidas, temperadas com vinagre, em doces e em salgados. Terra onde todos os anos, no fim do mês de Janeiro, se realiza a Feira de S. Sebastião, também conhecida como Feira do Pau Roxo.

Antes de ser laranja, sabemos hoje que a cenoura era roxa e escura. A cenoura laranja substituiu as púrpuras rapidamente, pois não manchava os utensílios de cozinha. No entanto, no Alentejo, até hoje, cultiva-se uma antiga variedade de cenoura, púrpura em vez de laranja, com interior branco. Esta pequena cenoura roxa, conhecida como pau roxo, é o tema de um festival em Castro Verde, no Alentejo. As celebrações em honra de São Sebastião decorrem no mês de Janeiro, quando se procede à safra das cenouras. Tradicionalmente, nesta região, as cenouras eram servidas ao lado de azeitonas, antes das refeições, cruas, como aperitivo. Esta tradição quase desapareceu, mas as sementes persistem. Recebemos as nossas sementes de uma mulher chamada Fátima que, no Algarve, gere uma pequena quinta dedicada ao modo de produção biológico, chamada Quinta das Seis Marias. A mãe de Fátima guardava sementes de várias culturas para cultivo posterior. Fátima fez sua a sabedoria da mãe e continuou a salvar as sementes desta maravilhosa cenoura, até hoje, na sua quinta preservada de acordo com os princípios da agricultura biológica.

Através da oferta destas sementes, esperamos levar mais longe o trabalho de Fátima, até junto de si.

  • €3,50

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Portes grátis para Portugal continental a partir de 35 €. Abaixo disso, a partir de 4,91 €.

Cenoura Pau Roxo das Seis Marias

Logótipo biológico da UE Biológico certificado PT-BIO-03 Agricultura UE/não UE
Ficha de cultivo

Cenoura Pau Roxo das Seis Marias

Logótipo biológico da UE Biológico certificado PT-BIO-03 Agricultura UE/não UE
Ficha de cultivo – Cenoura Pau Roxo das Seis Marias
Germinação7–21 dias
Profundidade de sementeira0,5–1 cm
Compasso 3 × 25–30 cmna linha × entre linhas
Temperatura ideal15–22 °C
pH do solo6,0–7,0
GeadaResistente

Calendário de sementeira

JanJ FevF MarM AbrA MaiM JunJ JulJ AgoA SetS OutO NovN DezD
Sementeira directa
Colheita
JanJ FevF MarM AbrA MaiM JunJ JulJ AgoA SetS OutO NovN DezD
Sementeira directa
Colheita

Janelas indicativas; ajuste ao clima da sua zona.

  • Resistente à geada
  • Sementeira directa
  • Variedade tradicional portuguesa

Itinerário técnico

Como cultivar cenoura pau roxo das seis marias?

Um guia de cultivo passo a passo, da sementeira à colheita.

Sementeira

Semeia sempre directamente e nunca transplantes, a meio centímetro ou um centímetro no máximo, em linhas. A germinação é lenta, de catorze a vinte e um dias, e exige que a superfície do solo se mantenha húmida durante todo esse tempo: deixar a superfície secar uma única vez é a causa mais frequente de falhanço. Cobre a linha com uma tábua ou um pano húmido até nascer. Desbasta em duas passagens, até três centímetros entre plantas. Semeia em pequenas quantidades de três em três semanas, da Primavera ao fim do Verão, para não teres todas as cenouras prontas ao mesmo tempo.

Solo

Quer solo arenoso ou franco, profundo, solto, sem pedras e sem torrões, com pH entre 6,0 e 7,0. Qualquer obstáculo faz a raiz bifurcar. Não leva estrume fresco nem composto grosseiro, que causam raízes forquilhadas e pilosas. Em solo pesado, cultiva variedades curtas ou usa um canteiro elevado com terra peneirada.

Clima

Prefere temperaturas entre 15 °C e 22 °C. A cor e o açúcar desenvolvem-se melhor com noites frescas, o que faz das colheitas de Outono as mais saborosas. Aguanta geada ligeira e no Sul pode ficar no solo durante o Inverno. Adapta-se a quase toda a Europa ocidental. No litoral português e no sul de Espanha aproveita a Primavera e o Outono e evita o pico do Verão. No Sul, a sementeira de Julho ou Agosto dá as cenouras de conservação para o Inverno. No interior ibérico rega mais nos meses secos. Em França e na Alemanha a estação natural é a Primavera e o Verão, com sementeira a partir do momento em que o solo aquece de forma estável. Em Itália vale a mesma regra do resto do Mediterrâneo: Primavera e Outono no centro e no sul, Primavera e Verão no norte.

Fertilização

Não leva estrume fresco nem adubação azotada forte: isso dá raízes bifurcadas, pilosas e sem sabor. Usa um canteiro adubado com composto na cultura anterior e reforça apenas o potássio, com cinza de madeira peneirada, que melhora a doçura e a conservação. Se a cultura anterior não foi adubada, incorpora composto muito maduro e peneirado, nunca mais de dois quilos por metro quadrado.

Rega

Mantém a humidade constante e uniforme. Regas espaçadas seguidas de regas fortes fazem rachar as raízes ao meio, que é o defeito mais comum. Rega pouco e frequentemente até à germinação e depois de forma mais profunda e espaçada, para a raiz descer.

Controlo de Infestantes

A cultura germina devagar e é totalmente dominada pelas infestantes nas primeiras semanas, o que é a causa número um de falhanço. Prepara o canteiro com antecedência, elimina a primeira leva de infestantes antes de semear e marca a linha com rabanete, que germina em poucos dias e mostra onde sachar. Sacha superficialmente entre linhas e nunca amontoes terra sobre a coroa.

Controlo de Pragas

A mosca da cenoura é a praga decisiva: a fêmea localiza a cultura pelo cheiro libertado no desbaste e as larvas abrem galerias castanhas na raiz. Desbasta ao fim do dia, retira imediatamente as plantas arrancadas do local e cobre a cultura com rede fina de sessenta centímetros de altura, porque a mosca voa baixo. Levanta a rede só para desbastar e sachar e volta a fechá-la bem pelos bordos. Semear ao lado de cebola ou alho-francês confunde-a e ajuda. Vigia também afídeos e nemátodos em solos infestados.

Doenças

A alternariose faz manchas escuras nas folhas e enfraquece a planta em tempo húmido. O oídio aparece em fim de ciclo. A podridão da raiz surge em solos encharcados e a esclerotínia ataca as raízes armazenadas. Um canteiro bem drenado e um espaçamento que deixe a folhagem secar depressa evitam quase todos estes problemas. Faz rotação de três a quatro anos com outras umbelíferas, como salsa, aipo, funcho e pastinaca.

Colheita

Colhe quando a coroa da raiz assomar à superfície com o diâmetro típico da variedade, ou puxa uma para verificar. Rega antes de arrancar, para a terra soltar. Corta a rama logo a seguir à colheita, deixando um centímetro, porque a folha continua a consumir água da raiz e murcha. Conserva-se meses em areia húmida e fresca. A cor de referência é casca roxa com interior branco, e é por ela que se avalia o ponto certo.

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