Uma planta perene verdadeiramente marcante, com flores rosa simples que iluminam canteiros e bordaduras durante semanas.
Sobre a variedade. Esta variedade atinge 40–70 cm de altura e reúne num só porte ornamentação, propriedades medicinais e um enorme poder de atração para polinizadores — abelhas, borboletas e pássaros visitam-na com regularidade. As flores são comestíveis.
Itinerário técnico
Como cultivar equinácea?
Um guia de cultivo passo a passo, da sementeira à colheita.
pH ideal 6,0 a 7,5Temperatura ideal 15 a 25 °CCompasso 25 a 30 cm na linha, 30 a 40 cm entre linhas
Sementeira
Semeia em tabuleiro a meio centímetro. A germinação é lenta e irregular, de dez a trinta dias, e melhora muito com três a quatro semanas de frio no frigorífico antes de semear. Transplanta com quatro a seis folhas verdadeiras. É perene: no primeiro ano faz sobretudo folhagem e raiz, e a floração cheia chega no segundo. Semeia no Outono ou no fim do Inverno. Endurece as plantas ao ar livre durante uma semana antes de as plantar e dá-lhes 30 a 40 cm de espaço, porque a touceira alarga com os anos.
Solo
Adapta-se a solos comuns e bem drenados, com pH entre 6,0 e 7,5. Um solo demasiado rico é contraproducente: dá plantas altas e frondosas com poucas flores, e é o erro mais comum em canteiros de flor. Se o solo for pesado, incorpora areia grossa ou composto para melhorar a drenagem, porque a água parada no Inverno apodrece as raízes.
Clima
Quer sol pleno, no mínimo seis horas por dia, e temperaturas entre 15 °C e 25 °C. É perene e rústica: as geadas não terminam o ciclo, apenas fazem a planta recolher-se para rebentar de novo na Primavera. Resiste bem à seca depois de instalada, o que a torna fácil no interior ibérico. Vive e floresce vários anos no mesmo lugar. Em Itália aplica-se o mesmo calendário: as condições do centro e do sul aproximam-se das do sul de Portugal e de Espanha, e as do norte das do centro de França. No pico do Verão a floração abranda e as flores saem mais pequenas: uma sombra ligeira a meio do dia e rega regular mantêm a planta a florir. Nas regiões frias planta cedo, para a raiz estar feita antes do Inverno; a partir do segundo ano aguenta qualquer geada.
Fertilização
Precisa de pouco. Um solo comum com algum composto maduro chega, e o excesso de azoto é contraproducente porque dá muita folha e poucas flores. Se quiseres reforçar a floração, aplica um adubo rico em potássio quando aparecerem os primeiros botões.
Rega
Rega regularmente durante a instalação e depois de forma moderada, deixando a superfície secar entre regas. Rega ao pé da planta e de manhã, porque a flor molhada apodrece e a folhagem húmida traz oídio.
Controlo de Infestantes
Sacha com frequência e sempre à superfície, porque as raízes são curtas e superficiais e partem com facilidade. O melhor método é preparar o canteiro com duas ou três semanas de antecedência, deixar germinar a primeira leva de infestantes, eliminá-la e só depois semear: ganha-se um avanço decisivo. Uma cobertura fina de composto peneirado entre as linhas reduz muito o trabalho seguinte.
Controlo de Pragas
Os afídeos concentram-se nos botões florais e nas pontas tenras e são a praga mais comum: aplica sabão potássico e favorece joaninhas e sirfídeos, que fazem a maior parte do trabalho. As lesmas e os caracóis destroem as plântulas: protege com barreira de cinza nas primeiras semanas. Os tripes e a aranha vermelha aparecem no calor seco. Evita tratar durante a floração, para não prejudicar os polinizadores.
Doenças
O oídio cobre as folhas de um pó branco no fim do Verão e é quase inevitável em plantas apertadas: espaça bem e aplica bicarbonato de potássio aos primeiros sinais. A botrytis apodrece as flores em tempo húmido e a podridão do colo mata as plântulas em sementeiras encharcadas. Retira flores murchas e folhas doentes com regularidade.
Colheita
Corta as flores de manhã cedo, quando estiverem a abrir mas ainda não completamente abertas, e coloca-as imediatamente em água. No primeiro ano a planta faz sobretudo folhagem e raiz: conta cerca de 100 a 120 dias desde o transplante até às primeiras flores, mas a floração cheia só chega no segundo ano. No fim do Outono corta as hastes secas, ou deixa-as de pé para os pássaros. A cor de referência é rosa.