Espinafre da Nova Zelândia

Espinafre da Nova Zelândia

50g
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Espinafre da Nova Zelândia

Espinafre da Nova Zelândia

Logótipo biológico da UE Biológico certificado PT-BIO-03 Agricultura UE/não UE

Um espinafre diferente — resistente ao calor, produtivo e com porte surpreendentemente decorativo nas bordaduras ou em vaso.

Sobre a variedade. O Espinafre Nova Zelândia não é espinafre vulgar: é uma planta rústica, semiprécoce, potencialmente bienal, com folhas macias e carnudas de sabor suave. Cresce melhor em solos ricos e bem drenados, atingindo até 40 cm de altura.

Ficha de cultivo e calendário de sementeira

Ficha de cultivo

Espinafre da Nova Zelândia

Logótipo biológico da UE Biológico certificado PT-BIO-03 Agricultura UE/não UE
Germinação
7–21 dias
Profundidade de sementeira
2–3 cm
Compasso
20 × 40 cm (na linha × entre linhas)
Altura da planta
40 cm
Temperatura ideal
18–28 °C
pH do solo
6,0–7,0
Geada
Resistente

Calendário de sementeira

JanJ FevF MarM AbrA MaiM JunJ JulJ AgoA SetS OutO NovN DezD
Sementeira directa
Colheita
JanJ FevF MarM AbrA MaiM JunJ JulJ AgoA SetS OutO NovN DezD
Sementeira em tabuleiro
Transplantação
Colheita

Janelas indicativas; ajuste ao clima da sua zona.

  • Adequada a vaso
  • Resistente à geada
  • Sementeira directa
Quantidade por saqueta

Portes grátis para Portugal continental e Espanha peninsular a partir de 35 €. Abaixo disso, a partir de 4,91 €.

Para ajudar estas sementes a crescer

Itinerário técnico

Como cultivar espinafre da nova zelândia?

Um guia de cultivo passo a passo, da sementeira à colheita.

Sementeira

Semeia directamente a dois ou três centímetros, depois das últimas geadas. A semente tem uma casca muito dura e a germinação é lenta e irregular: põe as sementes de molho vinte e quatro horas em água morna antes de semear, o que faz toda a diferença. Germina em duas a três semanas. Desbasta para vinte centímetros na linha, com quarenta entre linhas, e conta com que as guias alastrem para fora do canteiro. Com cerca de 40 centímetros de altura, esta variedade cresce bem num vaso com vinte centímetros de fundo e furos de drenagem. Usa um recipiente com pelo menos vinte e cinco centímetros de profundidade e furos de drenagem, e conta com rega mais frequente, porque um vaso seca muito mais depressa do que o solo.

Solo

Adapta-se a quase todos os solos, incluindo pobres, arenosos e salinos, com pH entre 6,0 e 7,0. É uma das poucas hortícolas que cresce bem em horta litoral exposta ao salitre. Não precisa de solo rico. Um solo demasiado rico dá folha grande mas mole: o composto da cultura anterior chega.

Clima

Ao contrário do espinafre verdadeiro, é uma planta de calor e prospera entre 18 °C e 28 °C, sem espigar. É precisamente por isso que vale a pena: resolve o problema da folha verde em pleno Verão ibérico. Não resiste à geada e o ciclo termina com o primeiro frio. No litoral português a cultura arranca mais devagar porque as noites são frescas e o nevoeiro matinal prolonga a humidade nas folhas, por isso escolhe o ponto mais soalheiro e abrigado do vento e afasta bem as plantas para o ar circular. No interior de Portugal e Espanha o calor é o factor limitante e não o frio: nas semanas em que a temperatura passa dos 35 °C a folha endurece e perde qualidade, por isso convém dar sombra ligeira a meio do dia. Em França o cultivo ao ar livre é seguro do centro para sul, enquanto no norte e na Alemanha compensa cultivar em estufa, túnel ou junto a um muro virado a sul, plantando só depois de passar o risco de geada tardia, que nessas regiões é por meados de Maio.

Fertilização

Tem necessidades moderadas. Um a dois quilos de composto maduro por metro quadrado incorporados antes da sementeira cobrem quase todo o ciclo. Se a folha empalidecer, uma rega com adubo orgânico líquido equilibrado a meio do ciclo é suficiente. Não uses estrume fresco, que queima as raízes e favorece doenças.

Rega

Rega moderadamente. É resistente à seca depois de instalada, mas a rega regular mantém a folha tenra e mais abundante. Não precisa de tanta água como as folhas de estação fresca.

Controlo de Infestantes

O período crítico é o primeiro mês, antes de a folhagem cobrir o solo. Sacha à mão nessa fase e, quando as guias começarem a alastrar, deixa de mexer na terra: a partir daí a própria planta abafa as infestantes. Uma cobertura de palha por baixo das guias mantém a folha limpa de terra e conserva a humidade no pico do Verão.

Controlo de Pragas

É notavelmente pouco atacada. Vigia lesmas e caracóis nas plântulas e afídeos nos rebentos tenros, tratados com sabão potássico. Os caracóis sobem às guias nas noites húmidas de fim de Verão e comem as pontas novas: uma barreira de cinza à volta do canteiro trava-os. Depois de instalada, praticamente não dá problemas. Vigia a lagarta rosca nas plântulas acabadas de nascer, que as corta rente ao solo de noite.

Doenças

Muito resistente. O único risco real é a podridão da raiz em solo encharcado. Garante drenagem e evita regar em excesso. Em Verões muito húmidos pode aparecer alguma mancha foliar nas folhas velhas de baixo: retira-as e deixa o ar circular entre as guias. Retira toda a planta com o primeiro frio e não a semeies duas vezes seguidas no mesmo sítio, para não deixar inóculo no solo.

Colheita

Colhe as pontas dos ramos com cinco a dez centímetros, à medida que crescem, o que faz a planta ramificar e produzir mais. Colhe com frequência durante todo o Verão. Contém ácido oxálico e deve ser sempre escaldada ou cozinhada antes de comer, nunca consumida crua em quantidade. A cor de referência é verde, e é por ela que se avalia o ponto certo.

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