Um hibisco de dupla vocação: ornamental na floração outonal e valioso na cozinha pelos seus cálices vermelhos e carnudos.
Sobre a variedade. Esta variedade produz flores campanuladas em rosa claro que florescem quando os dias encurtam. São os cálices suculentos, colhidos 7–10 dias após a queda da pétala, que têm uso culinário. Planta de porte alto, atingindo 150–200 cm; recomenda-se estufa em zonas frias.
Itinerário técnico
Como cultivar hibisco?
Um guia de cultivo passo a passo, da sementeira à colheita.
pH ideal 5,5 a 7,0Temperatura ideal 22 a 32 °CCompasso 50 cm na linha, 90 a 120 cm entre linhas
Sementeira
Semeia em tabuleiro seis a oito semanas antes da plantação, a um centímetro, a 24 °C a 28 °C. A casca é dura: põe as sementes de molho durante doze horas ou raspa as levemente com uma lixa antes de semear. Germina em sete a catorze dias. Planta fora depois das últimas geadas, com muito espaço, porque o arbusto atinge dois metros. Planta a cinquenta centímetros na linha e com um metro entre linhas: o arbusto é robusto, aguenta-se sozinho e não precisa de tutor.
Solo
Quer solo solto, fértil e bem drenado, com pH entre 5,5 e 7,0. Não é muito exigente, mas agradece composto maduro na cova de plantação. Não tolera solo encharcado. Em solo pesado planta em camalhão ou canteiro elevado; em vaso usa pelo menos trinta litros de substrato por planta.
Clima
Precisa de calor forte e de uma estação longa, entre 22 °C e 32 °C, e é muito sensível à geada. A floração é desencadeada pelo dia curto, o que significa que só floresce no fim do Verão e no Outono: nas regiões onde o frio chega cedo, as flores nunca chegam a formar cálices. Nesse caso, cultiva em estufa ou em vaso que possa ser recolhido. Em Itália é cultura fácil: no centro e no sul planta-se a partir de Abril e o único cuidado real é uma sombra ligeira no calor de Julho e Agosto; no vale do Pó e no norte espera pelo fim das geadas tardias e escolhe o ponto mais soalheiro. No interior de Portugal e Espanha e no sul de França completa o ciclo sem dificuldade, mas no litoral atlântico fresco, no norte de França e na Alemanha só chega ao fim se for semeada cedo em ambiente aquecido e cultivada em estufa, túnel ou junto a um muro virado a sul.
Fertilização
Tem necessidades moderadas. Um a dois quilos de composto maduro por metro quadrado incorporados antes da sementeira cobrem quase todo o ciclo. Se a folha empalidecer, uma rega com adubo orgânico líquido equilibrado a meio do ciclo é suficiente. Não uses estrume fresco, que queima as raízes e favorece doenças.
Rega
Rega regularmente durante o crescimento, sem encharcar. Depois de instalado tolera bem períodos secos. Reduz a rega durante a formação dos cálices para concentrar o sabor.
Controlo de Infestantes
Sacha à mão nas primeiras semanas, quando a planta ainda é pequena e perde qualquer disputa por luz e água. Depois de instalada, cobre o solo com uma camada de cinco a sete centímetros de palha, relva seca ou folhas: trava as infestantes, mantém a humidade e evita que a chuva salpique terra para as folhas de baixo, que é como começa a maioria das doenças. Sacha sempre superficialmente para não cortar as raízes que correm à flor da terra.
Controlo de Pragas
Os afídeos, a mosca branca e a aranha vermelha atacam a folhagem, sobretudo em estufa: aplica sabão potássico e óleo de neem. As lagartas comem as folhas e controlam-se com Bacillus thuringiensis. Os nemátodos das galhas afectam a raiz em solos arenosos e quentes. Os gafanhotos e os escaravelhos roem as folhas no pico do Verão, mas a planta é vigorosa e recupera: só nas primeiras semanas vale a pena proteger as plantas jovens com rede.
Doenças
A podridão da raiz e do colo em solo encharcado é o problema mais sério. As manchas foliares e o oídio aparecem em ambiente húmido e fechado. Garante drenagem, espaçamento largo e boa circulação de ar. Não repitas hibisco nem quiabo no mesmo canteiro em anos seguidos, porque partilham as mesmas doenças de raiz, e não molhes a folhagem ao regar.
Colheita
O que se colhe é o cálice carnudo que fica depois de a flor cair, dez a vinte dias após a floração, quando ainda está tenro e estala ao apertar. Colhido tarde fica lenhoso. Torce o cálice para o soltar e retira a cápsula de sementes do interior com um tubo ou com os dedos. Seca ao sol ou à sombra e guarda em frasco hermético. Conta cerca de 100 a 120 dias desde o transplante até à primeira colheita desta variedade. A cor de referência é vermelho escuro: colhe quando o cálice estiver carnudo e bem corado.