Mix Tapete de Flores

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Itinerário técnico

Como cultivar mix tapete de flores?

Um guia de cultivo passo a passo, da sementeira à colheita.

pH ideal 6,0 a 7,5Temperatura ideal 15 a 25 °CCompasso Semeia a lanço, sem linhas. Cerca de 1 a 2 g por metro quadrado

Sementeira

Semeia a lanço sobre solo trabalhado e limpo de infestantes, e passa levemente o ancinho para cobrir a semente com meio centímetro a um centímetro de terra. Calca ligeiramente para garantir contacto entre a semente e o solo e rega em chuveiro fino. Como a mistura reúne espécies com tamanhos de semente e velocidades de germinação diferentes, a emergência é escalonada ao longo de duas a três semanas: não desistas se as primeiras plântulas parecerem poucas. Esta mistura leva sementes de tamanhos muito diferentes: espalha primeiro as grandes e enterra-as a dois ou quatro centímetros com o ancinho ou o sacho, e só depois semeia as pequenas à superfície. Semeadas todas à mesma profundidade, ou as grandes não vingam ou as pequenas apodrecem.

Solo

Adapta-se a solos comuns e bem drenados, com pH entre 6,0 e 7,5. Um solo demasiado rico favorece as espécies mais vigorosas da mistura, que abafam as restantes e desequilibram o conjunto: um solo médio dá uma mistura muito mais variada e duradoura.

Clima

A mistura reúne espécies com exigências semelhantes e cresce bem entre 15 °C e 25 °C, em sol pleno. No Sul da Europa a sementeira de Outono aproveita as chuvas e dá floração de Primavera; em França e na Alemanha a sementeira de Primavera é a mais segura. Adapta-se a quase toda a Europa ocidental. No litoral português e no sul de Espanha aproveita a Primavera e o Outono e evita o pico do Verão. No interior ibérico rega mais nos meses secos. Em França e na Alemanha a estação natural é a Primavera e o Verão, com sementeira a partir do momento em que o solo aquece de forma estável. Em Itália vale a mesma regra do resto do Mediterrâneo: Primavera e Outono no centro e no sul, Primavera e Verão no norte.

Fertilização

Precisa de pouco. Um solo comum com algum composto maduro chega, e o excesso de azoto é contraproducente porque dá muita folha e poucas flores. Se quiseres reforçar a floração, aplica um adubo rico em potássio quando aparecerem os primeiros botões.

Rega

Rega ligeiramente e com frequência até à germinação completa, que é escalonada, e depois de forma moderada. Uma vez instalada, a mistura é bastante autónoma e o excesso de água só favorece as espécies mais vigorosas.

Controlo de Infestantes

Semeada densa, a própria cultura cobre o solo e limita muito as infestantes. O trabalho concentra-se nas duas ou três primeiras semanas: sacha à mão ou passa a enxada de forma muito superficial entre as plantas. Evita mexer na terra depois de a folhagem fechar, para não danificar raízes nem trazer novas sementes de infestantes à superfície.

Controlo de Pragas

Uma mistura bem instalada atrai auxiliares e regula-se sozinha em grande medida. Vigia lesmas e caracóis nas plântulas, que é a fase vulnerável, e afídeos nos rebentos tenros. Evita qualquer tratamento durante a floração, porque o objectivo da mistura é justamente alimentar polinizadores.

Doenças

A diversidade da mistura é em si uma protecção e as doenças raramente se propagam como numa cultura única. Em sementeiras muito densas pode aparecer oídio e podridão do colo nas plântulas: respeita a densidade recomendada e não regues em excesso.

Colheita

Corta flores para vaso à medida que abrem, sempre de manhã. Deixa uma parte a formar semente no fim da estação: garante ressementeira natural no ano seguinte e alimenta os pássaros no Inverno. Se preferires um canteiro sempre limpo, retira as flores murchas com regularidade para prolongar a floração. A cor de referência é multicolor, e é por ela que se avalia o ponto certo.

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