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Nabo Grelos de Santiago

Nabo Grelos de Santiago

€1,59 EUR
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Uma nabiça precoce, selecionada para folhas e brotos tenros — os grelos.

Sobre a variedade. Fácil de cultivar e de produção abundante, permite várias colheitas por corte das folhas ao longo de um período prolongado; também é melífera.

Quantidade por saqueta

  • €1,59
  • €6,99
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Nabo Grelos de Santiago

Logótipo biológico da UE Biológico certificado PT-BIO-03 Agricultura UE/não UE
Ficha de cultivo

Nabo Grelos de Santiago

Logótipo biológico da UE Biológico certificado PT-BIO-03 Agricultura UE/não UE
Ficha de cultivo – Nabo Grelos de Santiago
Dias até à colheita 40–45 dias desde a sementeira
Germinação5–10 dias
Profundidade de sementeira1–2 cm
Compasso 10–15 × 20 cmna linha × entre linhas
Altura da planta25–40 cm
Temperatura ideal10–20 °C
pH do solo6,0–7,0
GeadaResistente

Calendário de sementeira

JanJ FevF MarM AbrA MaiM JunJ JulJ AgoA SetS OutO NovN DezD
Sementeira directa
Colheita
JanJ FevF MarM AbrA MaiM JunJ JulJ AgoA SetS OutO NovN DezD
Sementeira directa
Colheita

Janelas indicativas; ajuste ao clima da sua zona.

  • Flor comestível
  • Melífera
  • Resistente à geada
  • Sementeira directa

Itinerário técnico

Como cultivar nabo grelos de santiago?

Um guia de cultivo passo a passo, da sementeira à colheita.

Sementeira

Semeia sempre directamente no local definitivo, a um ou dois centímetros, em linhas, porque o transplante deforma a raiz. Germina em quatro a sete dias. Desbasta cedo, ao compasso indicado, quando as plântulas tiverem duas folhas verdadeiras: aqui interessa a folha e o grelo, não a raiz, por isso tolera mais densidade. Semeia de Agosto a Outubro para colher nabiças no Outono e grelos no fim do Inverno e princípio da Primavera.

Solo

Quer solo solto, profundo, sem pedras e sem estrume fresco, com pH entre 6,0 e 7,0. Para folha e grelos, um solo fresco e com composto bem curtido dá o melhor resultado. Trabalha a terra a vinte e cinco centímetros e desfaz bem os torrões antes de semear. Roda com culturas fora da família das crucíferas.

Clima

É uma cultura de tempo fresco, ideal entre 10 °C e 20 °C, e a folha e os grelos ficam mais doces depois de apanhar frio. O calor forte faz a planta espigar antes de tempo e dá folha dura e picante. No litoral português encontra as condições quase ideais e pode ser cultivada durante grande parte do ano. No interior de Portugal e Espanha concentra a cultura no Outono, Inverno e princípio da Primavera, porque a partir de Junho o calor e o dia longo fazem a planta espigar e amargar. Em França cultiva-se com facilidade da Primavera ao Outono, e na Alemanha aproveita todo o Verão, que raramente é quente demais. Uma sombra ligeira nas horas centrais do dia prolonga a colheita em qualquer clima quente. Esta é uma variedade de ciclo curto, ideal para sementeiras escalonadas e para aproveitar as janelas frescas de fim de Inverno e princípio de Outono, quando o calor ainda não obriga a planta a espigar.

Fertilização

Não leva estrume fresco nem adubação azotada forte: isso dá raízes bifurcadas, pilosas e sem sabor. Usa um canteiro adubado com composto na cultura anterior e reforça apenas o potássio, com cinza de madeira peneirada, que melhora a doçura e a conservação.

Rega

Rega regularmente e sem interrupções. A alternância de seca e rega abundante racha as raízes e torna-as fibrosas e picantes. Um solo constantemente fresco dá raízes tenras e doces. No Outono e Inverno a chuva costuma bastar; no Verão rega duas a três vezes por semana.

Controlo de Infestantes

A cultura germina depressa, mas nas primeiras semanas a plântula é pequena e perde a disputa com as infestantes. Prepara o canteiro com antecedência, elimina a primeira leva de infestantes antes de semear e sacha entre linhas logo que as linhas se distingam. Sacha superficialmente entre linhas e nunca amontoes terra sobre a coroa.

Controlo de Pragas

A altica, um pequeno escaravelho saltador, crava a folha nova de furos redondos em tempo quente e seco: mantém o solo húmido e cobre com rede fina desde a sementeira. A lagarta da couve e a traça das crucíferas comem a folha por dentro: aplica Bacillus thuringiensis nas lagartas pequenas e inspecciona a face inferior da folha todas as semanas. A mosca da couve põe ovos junto ao colo e a larva destrói a raiz: um colar de cartão ou feltro à volta do caule impede a postura. O afídeo cinzento da couve forma colónias cerosas nos rebentos e combate-se com sabão potássico.

Doenças

A hérnia das crucíferas é a doença mais grave: deforma a raiz, a planta murcha e o fungo persiste no solo durante quase vinte anos. Previne-se com rotação de quatro a cinco anos, drenagem e um pH que nunca desça abaixo de 6,0, corrigido com calcário. A alternariose faz manchas concêntricas escuras e o míldio um pó cinzento na face inferior da folha; ambos gostam de humidade, por isso espaça bem e rega ao pé. A podridão negra entra pelos bordos da folha em forma de V amarelo e transmite-se pela semente e pela água de rega. Retira todos os restos da cultura no fim e não os deixes no compostor.

Colheita

Colhe as nabiças jovens, cortando as folhas exteriores a dois centímetros do solo e deixando o centro da planta para rebentar. Os grelos são as hastes florais: corta-os com quinze a vinte centímetros, antes de os botões abrirem, que é quando estão tenros e doces. Cortados assim, voltam a rebentar e dão várias colheitas ao longo de semanas; um grelo já em flor fica amargo. Conta cerca de 40 a 45 dias desde a sementeira até à primeira colheita desta variedade. A cor de referência é verde, e é por ela que se avalia o ponto certo.

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