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Pepino Kiwano

Pepino Kiwano

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Um fruto exótico e surpreendente, que combina uma aparência espetacular com uma produtividade notável.

Sobre a variedade. O pepino-kiwano produz frutos ovais cobertos de espinhos grossos, de aspeto listrado na cor verde, que amadurecem para um laranja vivo, com polpa verde de sabor que mistura limão e pepino. A planta é muito vigorosa e produz grandes quantidades de frutos de tamanho médio.

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Pepino Kiwano

Logótipo biológico da UE Biológico certificado PT-BIO-03 Agricultura UE/não UE
Ficha de cultivo

Pepino Kiwano

Logótipo biológico da UE Biológico certificado PT-BIO-03 Agricultura UE/não UE
Ficha de cultivo – Pepino Kiwano
Germinação5–10 dias
Profundidade de sementeira2–3 cm
Compasso 40–50 × 100–120 cmna linha × entre linhas
Temperatura ideal20–30 °C
pH do solo6,0–7,0
GeadaSensível

Calendário de sementeira

JanJ FevF MarM AbrA MaiM JunJ JulJ AgoA SetS OutO NovN DezD
Sementeira em tabuleiro
Transplantação
Colheita
JanJ FevF MarM AbrA MaiM JunJ JulJ AgoA SetS OutO NovN DezD
Sementeira em tabuleiro
Transplantação
Colheita

Janelas indicativas; ajuste ao clima da sua zona.

Itinerário técnico

Como cultivar pepino kiwano?

Um guia de cultivo passo a passo, da sementeira à colheita.

Sementeira

Semeia em vaso individual três a quatro semanas antes de plantar, a dois ou três centímetros, a 22 °C a 25 °C. A germinação é lenta e irregular, de uma a três semanas; pôr a semente de molho em água morna durante doze horas ajuda. Transplanta com o torrão intacto depois da última geada, com o solo acima de 15 °C. Tem flores masculinas e femininas separadas na mesma planta e depende de insectos para o vingamento; se os frutos secarem pequenos, poliniza à mão de manhã com um pincel. É uma planta de ciclo longo, 120 a 140 dias até aos primeiros frutos maduros, por isso não atrases a sementeira. Produz guias longas e espinhosas: conduz numa rede ou deixa-a correr pelo chão sobre palha.

Solo

Quer solo profundo, solto, muito rico em matéria orgânica e bem drenado, com pH entre 6,0 e 7,0. A prática clássica é abrir uma cova larga, encher a de composto maduro e plantar sobre esse ponto, o que dá à planta a reserva de que precisa. Roda de quatro em quatro anos com plantas de outras famílias.

Clima

Precisa de calor forte e prolongado, entre 22 °C e 32 °C, sol pleno e quatro a cinco meses sem frio para amadurecer os frutos. É muito sensível à geada e pára de crescer abaixo de 12 °C. Tolera bem o calor seco do interior de Portugal e Espanha, onde dá os melhores resultados ao ar livre. No litoral atlântico fresco, no norte de França e na Alemanha só chega ao fim em estufa ou túnel, com sementeira precoce em ambiente aquecido. Planta no ponto mais soalheiro e abrigado do vento que tiveres. Não a confundas com um pepino nem esperes uma colheita rápida: é uma cultura de estação inteira. Se em Setembro ainda tiveres frutos verdes, deixa de regar: os frutos já formados acabam de ganhar cor com o calor de fim de Verão, mas os que nascerem depois já não amadurecem.

Fertilização

Incorpora dois a três quilos de composto bem curtido por metro quadrado antes de plantar e junta um punhado de cinza de madeira para reforçar o potássio. Depois do arranque, aplica adubo orgânico líquido a cada duas ou três semanas, passando de uma fórmula equilibrada para uma mais rica em potássio quando a planta entra em produção. Evita o excesso de azoto, que dá muita folha e pouca colheita e atrai afídeos.

Rega

Vem do deserto do Kalahari e aguenta a seca muito melhor do que o pepino. Rega de forma moderada e regular, uma a duas vezes por semana em profundidade, sempre ao pé da planta. O excesso de água em solo pesado apodrece a raiz. Uma cobertura de palha mantém a humidade e os frutos limpos.

Controlo de Infestantes

O período crítico é o primeiro mês, antes de a folhagem cobrir o solo. Sacha à mão nessa fase e, quando as guias começarem a alastrar, deixa de mexer na terra: a partir daí a própria planta abafa as infestantes. Uma cobertura de palha por baixo da folhagem mantém os frutos limpos e secos e reduz muito as perdas por podridão de contacto com o solo.

Controlo de Pragas

As pragas principais são o afídeo, a aranha vermelha, os tripes e a mosca branca, e nas plantas jovens as lesmas e os caracóis, que podem cortar uma planta acabada de nascer numa noite. Protege as plântulas com uma garrafa cortada ou uma barreira de cinza nas primeiras semanas. Contra afídeos e mosca branca aplica sabão potássico ao fim da tarde; contra a aranha vermelha, que aparece no calor seco, molha a folha de manhã e usa óleo de neem.

Doenças

O oídio é praticamente inevitável e reconhece-se pelo pó branco na face superior da folha, sobretudo a partir de meados do Verão. Trava-se com bicarbonato de potássio ou enxofre aplicado aos primeiros sinais, folhas velhas retiradas e boa circulação de ar. O míldio das cucurbitáceas dá manchas amarelas angulosas limitadas pelas nervuras e prospera na humidade do litoral. A antracnose e a podridão do colo aparecem em solo encharcado. Faz rotação de quatro anos e retira todos os restos da cultura no fim da estação, porque é neles que os fungos passam o Inverno.

Colheita

O kiwano não é um pepino e não se colhe verde: deixa o fruto amadurecer na planta até a casca ficar completamente laranja e os espigões endurecerem. Colhido verde não presta e não amadurece bem depois. Usa luvas, porque os espigões picam, e corta com tesoura deixando um pedaço de pedúnculo. Inteiro e intacto, conserva-se meses à temperatura ambiente, o que é uma das suas melhores qualidades. Come-se a polpa verde gelatinosa, com as sementes, à colher. A cor de referência é casca laranja e polpa verde, e é por ela que se avalia o ponto certo.

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