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Abóbora Moganga de Geraz

Abóbora Moganga de Geraz

€4,20 EUR
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Impostos incluídos. Portes calculados na finalização da compra.

Em Geraz do Lima, a Sociedade Agrícola do Minho (SAM) mantém uma quinta familiar diversificada, onde a produção de sementes ocupa um lugar de destaque. Quando se estabeleceu no Minho, a família apaixonou-se pela abóbora Moganga de Geraz. Parceira da Sementes Vivas desde os seus primórdios, preservou e multiplicou esta variedade ao longo de vários anos, realizando uma seleção continuada até obter uma população estável e bem adaptada. Com o objetivo de a conservar e divulgar, a Sementes Vivas procedeu ao seu registo no Catálogo Nacional de Variedades (CNV) em 2023.

Trata-se de uma abóbora-moscada tradicional, de casca verde com manchas creme e linhas bem marcadas, e polpa amarelo-alaranjada. Os frutos redondos, ligeiramente achatados, com 2 a 7 kg, apresentam um aroma muito intenso que se destaca em qualquer preparação culinária. Variedade de polinização aberta e de elevado valor gastronómico, é ideal para doces, compotas e sopas.

Outrora presença habitual nas hortas portuguesas, a Moganga de Geraz está novamente disponível para quem a queira cultivar. O seu sabor característico atravessa gerações e recorda a riqueza das variedades tradicionais que integram o património agrícola português. 

  • €4,20

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Envio para a sua zona a partir de 15,39 €.

Abóbora Moganga de Geraz

Logótipo biológico da UE Biológico certificado PT-BIO-03 Agricultura UE/não UE
Ficha de cultivo

Abóbora Moganga de Geraz

Logótipo biológico da UE Biológico certificado PT-BIO-03 Agricultura UE/não UE
Ficha de cultivo – Abóbora Moganga de Geraz
Dias até à colheita 120–130 dias desde a sementeira
Germinação5–10 dias
Profundidade de sementeira2–3 cm
Compasso 50 × 100 cmna linha × entre linhas
Temperatura ideal20–30 °C
pH do solo6,0–7,0
GeadaSensível

Calendário de sementeira

JanJ FevF MarM AbrA MaiM JunJ JulJ AgoA SetS OutO NovN DezD
Sementeira em tabuleiro
Sementeira directa
Transplantação
Colheita
JanJ FevF MarM AbrA MaiM JunJ JulJ AgoA SetS OutO NovN DezD
Sementeira em tabuleiro
Sementeira directa
Transplantação
Colheita

Janelas indicativas; ajuste ao clima da sua zona.

  • Sementeira directa

Itinerário técnico

Como cultivar abóbora moganga de geraz?

Um guia de cultivo passo a passo, da sementeira à colheita.

Sementeira

Semeia em vaso individual três semanas antes de plantar, a dois ou três centímetros e com a semente de lado, a 20 °C a 25 °C, ou directamente no local com duas ou três sementes por cova assim que o solo passe os 15 °C. Germina em cinco a dez dias. Transplanta com o torrão inteiro, porque a raiz é sensível. Precisa de uma estação longa: onde o Verão é curto, semeia sempre em vaso para ganhar três a quatro semanas. Tem flores masculinas e femininas separadas na mesma planta e depende de insectos para o vingamento. As primeiras flores são todas masculinas e não dão fruto, o que assusta muitos hortelãos sem motivo. Se os frutos secarem ainda pequenos, o problema é falta de polinizadores: semeia flores por perto e evita tratamentos durante a floração, ou poliniza à mão de manhã cedo com um pincel. Esta variedade produz guias longas e trepadoras. Podes deixá-la alastrar pelo chão, contando com dois a três metros de espaço por planta, ou conduzi-la num suporte vertical sólido, o que poupa espaço, mantém os frutos limpos e reduz muito o risco de doença da folha. Se a conduzires em altura e os frutos forem pesados, apoia cada um com uma rede ou um pano atado ao suporte.

Solo

Quer solo profundo, solto, muito rico em matéria orgânica e bem drenado, com pH entre 6,0 e 7,0. A prática clássica é abrir uma cova larga, encher a de composto maduro e plantar sobre esse ponto, o que dá à planta a reserva de que precisa. Roda de quatro em quatro anos com plantas de outras famílias.

Clima

Quer sol pleno, calor entre 20 °C e 30 °C e uma estação longa, muitas vezes de quatro a cinco meses até à maturação completa. É muito sensível à geada em qualquer fase. O espaço é decisivo: as guias percorrem facilmente dois a três metros. No litoral português a cultura arranca mais devagar porque as noites são frescas e o nevoeiro matinal prolonga a humidade nas folhas, por isso escolhe o ponto mais soalheiro e abrigado do vento e afasta bem as plantas para o ar circular. No interior de Portugal e Espanha o calor é o factor limitante e não o frio: nas semanas em que a temperatura passa dos 35 °C a planta pára de vingar e convém dar sombra ligeira a meio do dia. Em França o cultivo ao ar livre é seguro do centro para sul, enquanto no norte e na Alemanha compensa cultivar em estufa, túnel ou junto a um muro virado a sul, plantando só depois de passar o risco de geada tardia, que nessas regiões é por meados de Maio. Onde o Verão é curto, prefere sempre as variedades de ciclo mais curto e antecipa a sementeira em tabuleiro aquecido. Em Itália é cultura fácil: no centro e no sul planta-se a partir de Abril e o único cuidado real é uma sombra ligeira no calor de Julho e Agosto; no vale do Pó e no norte espera pelo fim das geadas tardias e escolhe o ponto mais soalheiro. Esta é uma variedade de ciclo longo. No interior de Portugal e Espanha e no sul de França completa o ciclo sem dificuldade, mas no litoral atlântico fresco, no norte de França e na Alemanha só chega ao fim se for semeada cedo em ambiente aquecido e cultivada em estufa, túnel ou junto a um muro virado a sul.

Fertilização

É uma cultura exigente. Incorpora dois a três quilos de composto bem curtido ou estrume maduro por metro quadrado antes de plantar e junta um punhado de farinha de ossos ou de cinza de madeira para reforçar o fósforo e o potássio. Depois do arranque, aplica adubo orgânico líquido a cada duas ou três semanas, passando de uma fórmula equilibrada para uma mais rica em potássio quando a planta entra em produção. Evita o excesso de azoto, que dá muita folha e pouca colheita e atrai afídeos.

Rega

Rega abundantemente durante o crescimento e o enchimento dos frutos, sempre ao pé da planta. Nas últimas duas a três semanas antes da colheita reduz muito a rega: isso concentra os açúcares e endurece a casca, que é o que garante a conservação durante o Inverno. Regar até ao fim dá abóboras aguadas que apodrecem no armazém.

Controlo de Infestantes

O período crítico é o primeiro mês, antes de a folhagem cobrir o solo. Sacha à mão nessa fase e, quando as guias começarem a alastrar, deixa de mexer na terra: a partir daí a própria planta abafa as infestantes. Uma cobertura de palha por baixo da folhagem mantém os frutos limpos e secos e reduz muito as perdas por podridão de contacto com o solo.

Controlo de Pragas

As pragas principais são o afídeo, a aranha vermelha, os tripes e a mosca branca, e nas plantas jovens as lesmas e os caracóis, que podem cortar uma planta acabada de nascer numa noite. Protege as plântulas com uma garrafa cortada ou uma barreira de cinza nas primeiras semanas. Contra afídeos e mosca branca aplica sabão potássico ao fim da tarde; contra a aranha vermelha, que aparece no calor seco, molha a folha de manhã e usa óleo de neem. Vigia também as brocas do caule na base da planta e as larvas de escaravelho nas raízes.

Doenças

O oídio é praticamente inevitável e reconhece-se pelo pó branco na face superior da folha, sobretudo a partir de meados do Verão. Trava-se com bicarbonato de potássio ou enxofre aplicado aos primeiros sinais, folhas velhas retiradas e boa circulação de ar. O míldio das cucurbitáceas dá manchas amarelas angulosas limitadas pelas nervuras e prospera na humidade do litoral. Rega ao pé da planta, nunca à noite e nunca sobre a folha. A antracnose e a podridão do colo aparecem em solo encharcado. Faz rotação de quatro anos e retira todos os restos da cultura no fim da estação, porque é neles que os fungos passam o Inverno.

Colheita

Colhe quando o pedúnculo estiver seco e lenhoso, a casca não se marcar com a unha e a planta já tiver secado. Corta com dez centímetros de pedúnculo, porque uma abóbora sem pedúnculo apodrece pela coroa. Cura os frutos ao sol durante dez a catorze dias e guarda os depois num local seco e arejado entre 10 °C e 15 °C, sem se tocarem. Bem curada, conserva-se de quatro a nove meses. Conta cerca de 120 a 130 dias desde a sementeira até à primeira colheita desta variedade. A cor de referência é casca verde com manchas creme e polpa amarela alaranjada, e é por ela que se avalia o ponto certo.

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