Sementeira
Semeie a 2–3cm, diretamente ou em tabuleiro; germina em 5–10 dias a 24–30°C. Disponha a 100×50cm. Bons companheiros: cravo-túnico, girassol, milho-doce, feijão-verde e borragem.
Cucurbita moschata
Abóbora Santana, de frutos redondos e achatados com gomos bem definidos e casca creme. A polpa laranja é carnuda, ligeiramente fibrosa e agradavelmente doce. Frutos de 3 a 4kg com poder de conservação pós-colheita muito elevado.
IVA incluído. Portes calculados no checkout.
Envio para a sua zona a partir de 15,39 €.
Biológico certificado
PT-BIO-03
Agricultura UE/não UE
Biológico certificado
PT-BIO-03
Agricultura UE/não UE
| Dias até à colheita | 120–130 dias desde a transplantação |
|---|---|
| Germinação | 5–10 dias |
| Profundidade de sementeira | 2–3 cm |
| Compasso | 50 × 100 cmna linha × entre linhas |
| Temperatura ideal | 20–30 °C |
| pH do solo | 6,0–7,0 |
| Geada | Sensível |
Janelas indicativas; ajuste ao clima da sua zona.
Itinerário técnico
Um guia de cultivo passo a passo, da sementeira à colheita.
Semeie a 2–3cm, diretamente ou em tabuleiro; germina em 5–10 dias a 24–30°C. Disponha a 100×50cm. Bons companheiros: cravo-túnico, girassol, milho-doce, feijão-verde e borragem.
Quer solo profundo, solto, muito rico em matéria orgânica e bem drenado, com pH entre 6,0 e 7,0. A prática clássica é abrir uma cova larga, encher a de composto maduro e plantar sobre esse ponto, o que dá à planta a reserva de que precisa. Roda de quatro em quatro anos com plantas de outras famílias.
Quer sol pleno, calor entre 20 °C e 30 °C e uma estação longa, muitas vezes de quatro a cinco meses até à maturação completa. É muito sensível à geada em qualquer fase. O espaço é decisivo: as guias percorrem facilmente dois a três metros. No litoral português a cultura arranca mais devagar porque as noites são frescas e o nevoeiro matinal prolonga a humidade nas folhas, por isso escolhe o ponto mais soalheiro e abrigado do vento e afasta bem as plantas para o ar circular. No interior de Portugal e Espanha o calor é o factor limitante e não o frio: nas semanas em que a temperatura passa dos 35 °C a planta pára de vingar e convém dar sombra ligeira a meio do dia. Em França o cultivo ao ar livre é seguro do centro para sul, enquanto no norte e na Alemanha compensa cultivar em estufa, túnel ou junto a um muro virado a sul, plantando só depois de passar o risco de geada tardia, que nessas regiões é por meados de Maio. Onde o Verão é curto, prefere sempre as variedades de ciclo mais curto e antecipa a sementeira em tabuleiro aquecido. Em Itália é cultura fácil: no centro e no sul planta-se a partir de Abril e o único cuidado real é uma sombra ligeira no calor de Julho e Agosto; no vale do Pó e no norte espera pelo fim das geadas tardias e escolhe o ponto mais soalheiro. Esta é uma variedade de ciclo longo. No interior de Portugal e Espanha e no sul de França completa o ciclo sem dificuldade, mas no litoral atlântico fresco, no norte de França e na Alemanha só chega ao fim se for semeada cedo em ambiente aquecido e cultivada em estufa, túnel ou junto a um muro virado a sul.
É uma cultura exigente. Incorpora dois a três quilos de composto bem curtido ou estrume maduro por metro quadrado antes de plantar e junta um punhado de farinha de ossos ou de cinza de madeira para reforçar o fósforo e o potássio. Depois do arranque, aplica adubo orgânico líquido a cada duas ou três semanas, passando de uma fórmula equilibrada para uma mais rica em potássio quando a planta entra em produção. Evita o excesso de azoto, que dá muita folha e pouca colheita e atrai afídeos.
Rega abundantemente durante o crescimento e o enchimento dos frutos, sempre ao pé da planta. Nas últimas duas a três semanas antes da colheita reduz muito a rega: isso concentra os açúcares e endurece a casca, que é o que garante a conservação durante o Inverno. Regar até ao fim dá abóboras aguadas que apodrecem no armazém.
O período crítico é o primeiro mês, antes de a folhagem cobrir o solo. Sacha à mão nessa fase e, quando as guias começarem a alastrar, deixa de mexer na terra: a partir daí a própria planta abafa as infestantes. Uma cobertura de palha por baixo da folhagem mantém os frutos limpos e secos e reduz muito as perdas por podridão de contacto com o solo.
As pragas principais são o afídeo, a aranha vermelha, os tripes e a mosca branca, e nas plantas jovens as lesmas e os caracóis, que podem cortar uma planta acabada de nascer numa noite. Protege as plântulas com uma garrafa cortada ou uma barreira de cinza nas primeiras semanas. Contra afídeos e mosca branca aplica sabão potássico ao fim da tarde; contra a aranha vermelha, que aparece no calor seco, molha a folha de manhã e usa óleo de neem. Vigia também as brocas do caule na base da planta e as larvas de escaravelho nas raízes.
O oídio é praticamente inevitável e reconhece-se pelo pó branco na face superior da folha, sobretudo a partir de meados do Verão. Trava-se com bicarbonato de potássio ou enxofre aplicado aos primeiros sinais, folhas velhas retiradas e boa circulação de ar. O míldio das cucurbitáceas dá manchas amarelas angulosas limitadas pelas nervuras e prospera na humidade do litoral. Rega ao pé da planta, nunca à noite e nunca sobre a folha. A antracnose e a podridão do colo aparecem em solo encharcado. Faz rotação de quatro anos e retira todos os restos da cultura no fim da estação, porque é neles que os fungos passam o Inverno.
Aguarde a maturação plena: a casca torna-se creme e os gomos bem vincados. O poder de conservação pós-colheita é muito elevado, podendo armazenar-se durante vários meses em local fresco e seco.